segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Doce vida sem doce...


Quem não lembra da infância sem lembrar de doces, balas, chicletes, refrigerantes e inúmeras guloseimas? Eu, particularmente, tive uma infância bem recheada de doces. Meu avô paterno, o querido vô Joaquim, tinha uma lanchonete. Quando eu era bebê, ele se orgulhava em me colocar sentada na vitrine de doces só para ficar me olhando do lado de fora. E eu ficava lá, comendo meio chocolate aqui e meia paçoquinha ali... no meio disso tudo, fazia um xixizinho básico, e ele tinha que tirar todos os doces e trocar tudo.
Hoje em dia, sou totalmente viciada em doces, uma formigona mesmo. Cheguei ao cúmulo de comer pão com açúcar para matar a vontade de comer doce. Reconheço meu vício, e tento mudar hábitos. Então, em casa não compramos refrigerantes normalmente. O açúcar é porém o maior problema para mim, principalmente o chocolate. Sou chocólatra assumida! O Jeff também é bem viciado em doces, principalmente chocolate. Não liga muito para refris, mas eu sou viciada até nisso...
Então, quando o Kiyo nasceu, Jeff e eu fizemos um trato: não ofereceríamos doces a ele pelo tempo que fosse humanamente possível. Não daríamos guloseimas açucaradas, e manteríamos sua dieta sem balas, chicletes, chocolates, brigadeiros, e outros doces assim.
No início era mais fácil, pois ele só mamava. Daí começaram as papinhas, e era um tal de querer adoçar chá, suco, papinha de frutas que não tava escrito... e nós nos mantemos firmes no nosso propósito.
O pediatra, Dr. Walid - grande amigo e excelente profissional - nos apoiava na empreitada. Quando ele disse (ali pertinho da Páscoa) que o Kiyo estava liberado para comer qualquer coisa exceto derivados de leite e crustáceos, eu falei para ele: Mas ele não PRECISA comer doces, né? E ele: Não. Ninguém precisa comer doces.
Assim, o aniversário do Kiyo foi sem brigadeiros e outros docinhos tradicionais e sem refris.
Não precisamos de doces no nosso corpo. Existem várias maneiras de se obter açúcar sem ser o refinado. Uma criança pode sim viver feliz da vida com frutas, verduras e sucos naturais.
O açúcar é uma droga que afeta diretamente o comportamento da criança (afeta o nosso!). Crianças e adultos viciados em açúcar são mais agitados, nervosos e de pavio curto. Têm maior dificuldade para dormir, ficando bem mais manhosas e pirracentas. Além do estrago que isso faz nos dentes que ainda estão se desenvolvendo.
Muita gente olha para mim como se eu tivesse pelo menos 3 cabeças quando digo que o Kiyo não come doces. Acham que eu sou uma carrasca que não quero permitir que meu filho desfrute das coisas doces da vida. Realmente, eu preciso é parar de comer essas coisas. Preciso evitar isso, e passar um exemplo mais coerente para ele. Por enquanto, estou tentando essas coisas. Tomamos muito suco, e os "doces" aqui são menos carregados de açúcar, e com açúcares mais saudáveis como o cristal e o mascavo. O Kiyo come cookies de aveia, com passas e amendoim. Ele AMA frutas e sucos. Vai no mercadinho e pede banana ao invés de bala ou chocolate.
E assim vamos... o Kiyo está nos ensinando a ter uma alimentação mais saudável, e todos ganham com isso! Ele mais ainda, pois não será viciado em porcarias e poderá viver mais e melhor!
Beijos a todos...
Dani

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

O que acontece com o mundo?

A gente vive num mundo tão cheio de regras, horários e padrões que acabamos nos moldando a isso tudo... e pior... nem nos damos conta disso. Juro que nunca pensei que minha vida seria assim: um correr infinito contra o relógio. Relógio??? Tudo se baseia em relógio, horário, prazo...
Se pensarmos bem, na vida temos o relógio biológico que nos diz que passamos do tempo, que maduramos e já não podemos fazer as coisas que gostaríamos, mas deixamos para depois. O relógio biológico não pára, e a gente não pode voltar para arrumar as nossas cagadas, dar jeito nas nossas opções, e não podemos voltar atrás naquilo que decidimos.
Conheço pessoas que vivem tentando atrasar o tal relógio biológico, seja com um creminho ou um botox ou uma cirurgiazinha pra tirar o pé de galinha que apareceu sem ser convidado.
Algumas pessoas tentam adiar coisas que naturalmente deveriam acontecer como a maternidade. Muita gente vê isso como uma rédea, corrente, prisão. Assim, da mesma forma, muita gente vê o compromisso duradouro como enforcamento. Mas será? Será que as decisões que tomamos não são o que nos impede de viver completamente? Será que a busca incessante da realização profissional, financeira e seja lá o que mais não está nos impedindo de ver o simples e belo que a vida tem a nos oferecer?
O relógio continua clicando, e o tempo continua passando...
Eu estou aprendendo aos poucos a apreciar o momento, e deixar de pensar no que já passou ou no que ainda não é.
E é muito gostoso poder, no meio da manhã ou da tarde, poder sentar no chão e rolar de rir com meu bebê. Viver aquele momento me faz esquecer do relógio louco que insiste em clicar incansavelmente.

Dani

terça-feira, 23 de setembro de 2008

1 ano e 4 meses


Oi pessoal,
O Kiyo fez 1 ano e 4 meses no dia 17 de setembro. Segundo o papai, ele está "menos menor". Porém, não há o que dizer quanto ao seu desenvolvimento...
Quem viu aquela coisinha miudinha que nem cabia nas roupas de recém-nascido, pode dizer: "nossa! como ele está grande!" 1 ano e 4 meses maior!!!
Ele está aprendendo o que existe no mundo. Corre, tenta pular, corre mais um pouco, sobe e desce... é uma energia revitalizante que pulsa no corpinho dele. Ele canta, brinca com o gato, puxa o rabo do cachorro, compartilha das rações... (mesmo que a gente esteja vigiando sem cessar, ele consegue colocar uma bolinha de ração na boca)! Ele é NINJA nessas coisas...
Quanta coisa deve passar pela sua cabecinha tão cheia de idéias. Fico pensando como vai ser daqui em diante. Quais serão suas indagações, questionamentos? Como ele verá o mundo? Como permitiremos que ele cresça?
Toda noite, antes de dormir, eu fico olhando para ele ao meu lado. Vejo nele a perfeição Divina, e agradeço por ser sua mãe. Ele dorme tranquilo, sem perceber minha oração. Ele dorme sereno, e provavelmente em seus sonhos faz um balanço único das atividades do dia que se finda.

Peço a Deus forças para dar a ele ferramentas suficientes para que ele possa ser aquilo que quiser. Quero poder dar essa autonomia a ele, assim como meus pais me proporcionaram isso.
Assim... 1 ano e 4 meses depois de seu nascimento indolor, posso dizer que o Kiyo já está maior. Ele já aprendeu várias coisas, várias formas de agir... Ele já domina seu mundo! E ele tem a possibilidade de atingir as estrelas, se assim ele quiser.
A curiosidade de uma criança deve ser instigada sempre para que possa crescer com gosto pelo aprendizado significativo!
Beijos a todos...
Dani (em um momento filosófico maternal)

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Cama Compartilhada



Antes do Kiyo nascer, eu tinha certo na minha cabeça o seguinte discurso: "Meu filho vai dormir sozinho no berço dele. Ele vai ser independente desde pequeno, e bláblábláblá...". Tinha certeza que assim era a melhor maneira de se criar um filho, pois é assim que todo mundo faz. Porém, não tinha parado para pensar de verdade antes de ficar feito papagaio repetindo as coisas que todo mundo faz porque todo mundo faz.
Assim que ele nasceu, meu instinto era o de mantê-lo sempre comigo. Mas não queria dar o braço a torcer. O Jeff disse o seguinte: "Ah Dani, tá tão frio... não vamos deixar ele tão pequenininho assim dormir sozinho. A gente se esquenta, e quem vai esquentar ele?" Naquele instante abolimos o discurso pró-independência. Passei a ver o quão bom é dormir juntinho do bebê.
No início a gente o colocava no moisés no meio da cama. Ele dormia super bem. E nós conseguíamos saber se ele tivesse qualquer alteração na respiração. Cobríamos todos com o mesmo edredon. Depois que ele cresceu um pouco, passamos a dormir sem o moisés. Ficou ótimo!
Ouvimos que é perigoso por causa da morte súbita. Ouvimos que isso atrapalha a vida do casal, e um monte de coisas...
Nossa vida não é atrapalhada pelo Kiyo. Ele a completa. Agora somos família, e deixamos de ser apenas casal.
Desde que o mundo é mundo, os bebês dormem com seus pais. Nas mais variadas culturas, o bebê é acalentado pelos pais a todo momento, inclusive na hora de dormir. O discurso de que o bebê PRECISA aprender a ser independente é, ao meu ver, furado. Quem disse isso? Quem disse que o bebê será independente apenas se dormir sozinho no seu quarto com as suas cobertas? Quem é o especialista em bebês que disse isso?
O bebê passa nove meses da sua vida quentinho no útero da mãe. Nasce para um mundo frio e ainda tem que ser independente desde a primeira hora de vida? Como que se aprende a ser independente com medo, sozinho?
Independência é algo conquistado quando se está seguro. Segurança se tem quando se está tranquilo.
70% das populações no mundo dorme com seus filhos, praticando cama compartilhada. Cama compartilhada é uma prática que fortalece a ligação entre mãe e filho, pai e filho, pai e mãe. É uma relação de amor incondicional estabelecida à três. É uma relação de cumplicidade entre o casal, pois ambos devem concordar na prática.
Eu sei que existem estudos feitos pró e contra essa prática. Sei também que muitas pessoas, conhecidas e desconhecidas, condenam esta prática. Muitas pessoas acreditam piamente (assim como eu acreditava antes do Kiyo nascer) que dormir juntinho do bebê é algo debilitante, condenável e prejudicial ao bebê e ao casal. Muitos já me questionaram: "Como vai ser pra tirar ele da sua cama?" Eu digo, e tenho o total apoio do maridão nisso: "Eu não quero que ele saia, mas ele vai sair quando ele quiser!"

Eu até sei de dados estatísticos que comprovam minha teoria que cama compartilhada é algo positivo e saudável para a família. Porém, prefiro me deter a minha própria experiência. O Kiyo é tranquilo, sociável, não é medroso, não é desconfiado, dorme bem à noite, não tem problemas de ficar sozinho no escuro, é bastante seguro de si, tem certeza que o papai e a mamãe sempre estarão perto quando ele precisar ou mesmo quando ele simplesmente quiser um colinho...
Assim, eu encerro meu caso com as sábias palavras da minha amada sogrinha: "Amor nunca é demais e não estraga ninguém!"
Beijos a todas e todos...
Dani

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Um dia de festa!!!


Festas de aniversário de criança são normalmente tumultuadas e carregadas de açúcar, cafeína e dor de cabeça! Quem não lembra do corre-corre da criançada, gritando desvairadamente graças aos deliciosos quitutes (bombas de glicose) oferecidos? Festas de 1 ano além disso tudo são tidas como "festa para os adultos", pois o próprio aniversariante não participa muito.
Como pais conscientes da nossa natureza viciada em sabores tendendo ao doce (preferencialmente chocolate) e refrigerantes carregados de cafeína, decidimos muito antes do Kiyo nascer que sua festinha de 1º aniversário seria diferente do padrão de festas de 1 ano.
Quem nos conhece há algum tempo, nem se espanta. Nosso casamento foi histórico: às 8:30 da manhã de sábado (dia 16 de março). O noivo trajava uma bermuda (calça devidamente cortada) e um par de botas de trilha (sapato favorito). A noiva estava parecendo uma debutante em um vestido até o joelho e uma grinalda de mini-rosas na cabeça. Por fim, ainda sequestraram a noiva e levaram ela passear no shopping bem no meio da festa!
Bem... mas voltando ao assunto da festa de 1 ano do Kiyo... decidimos que a festa não seria em salão alugado. Seria como as minhas festas de aniversário (memórias da infância gostosa que tive), na casa da vó Ana (que no meu tempo era a casa da vó Vera). Não iríamos alugar decoração também! Eu queria fazer tudo bem simples e personalizado!
Enfim: eu fiz praticamente tudo! Desde os convites até a decoração.
Não fiz o bolo, que foi dado por nossos amigos Divas e Aline! Por sinal, foi o melhor bolo de aniversário que eu já comi!!! HUMMMMMM!!!!! O bolo foi a única coisa realmente doce que tinha na festa!
Além do bolo MARAVILHOSO, fizemos tortas salgadas (eu fiz 6), gelatinas coloridas, salada de frutas, esfihas e empadas. Para beber, tinha suco natural de diversas frutas, chá, água de coco (em caixinha) e água mineral.
Não tinha brigadeiro, beijinho, cajuzinho e outros "inhos" que recheiam as festas de crianças tradicionalmente. Não tinha também criança correndo desvairadamente como conseqüência do efeito do açúcar e cafeína.
A brincadeira das crianças estava ordenada, e incrivelmente silenciosa! As crianças todas participaram da hora do conto, cantaram, pularam, procuraram os sapinhos escondidos no quintal...
No final de tudo, constatamos que atingimos o nosso objetivo maior: fazer a festa de 1 ano PARA O KIYO! Ele aproveitou um monte, brincou, pulou na piscina de bolinhas, engatinhou atrás das primas, jogou bola, comeu "quase" tudo (menos o bolo - que era doce demais para ele).
No fim da festa, cada convidado levou pra casa uma muda de pitanga (nome da indiazinha do conto que eu inventei).
O Kiyo está com 16 meses, e eu já estou com caramiolas na cachola bolando a festinha de 2 anos...
Beijos a todos e todas!!!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

What is going on in our lives???



Our lives have been quite busy ever since the little Kiyo came along. He is growing so fast, and developing so well that we can only be very thankful to God!
Kiyo's update:
He is now almost 16 months old. He is walking (running) everywhere. His favorite game is to run after the kitty cat. Poor kitty does not know what to do and looks at us in despair.
He loves to play ball and the guitar. He loves music! He does not like to change his diaper, and cries as if someone was going to pull all his teeth at once. He already understands everything we tell him, contrary to what his Grandma says when he gets time-out for being a little brat.
He eats almost everything. People look at us like we are some kind of ET with 3 heads because we refuse to give him white sugar, or sweet stuffs like candy and chocolate or even sodas. We do not really care because we have all the support from his doctor and dentist on our choice. He loves to eat "bolinhas", which means anything that has the shape of a little ball (or even close to one).
He eats a lot of fruit, bread, veggies, rice, pasta, meat and eggs. He loves pancakes too. He cannot have any dairy products as of yet, according to his pediatrician. It is fine by me!!! We are still breast feeding, and Kiyo shows us everyday how worthy it is to keep on doing that! He has not had any type of infections that requires antibiotic treatment.
He learned that in order to open the door in the bathroom, he needs to turn the door knob. So, he got the couch pillow and put it in front of the bathroom door, climbed on top of the pillow and tried to reach the knob. He got a little frustrated when he was not able to reach. So he sat on the floor, and pulled the pillow away. He is constantly trying new things...
We will come back with more news from Kiyo's land!!!

Beijos,
Dani

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Amamentação



Antes do Kiyo nascer, eu ouvia muitas pessoas (mães experientes) que me assustavam um pouco sobre a amamentação. Apesar disso, eu sabia (meio que instintivamente) que isso era muito importante para ele. Então, fiz tudo como manda o figurino no pré-nascimento.
O Kiyozinho nasceu de cesárea 3 semanas antes do previsto. Isso por conta da minha dita pressão (que normalmente não incomoda), mas que no último mês resolveu dar o ar da graça de forma bem inconveniente. Tive (acho) ameaço de eclâmpsia.
No hospital, eu dava o peito e ele chupava. Dormia, e eu o acordava para ele não perder a mamada e ficar chupeitando. Doía para burro, mas vamos lá... é importante! As enfermeiras me orientaram para colocar o bico inteiro na boca do bebê, o que em si era uma briga. De qualquer maneira, saí do hospital achando que estava tudo beleza. Na primeira noite em casa, tive minha surpresa. De repente, a maternidade não era aquele mar de rosas que eu experimentei até então... Conheci então o lado lacrimoso de ser mãe...
O mais triste e dolorido para uma mãe é ver seu filho chorar desesperadamente e não saber o que fazer. A primeira noite em casa com o Kiyo foi para mim o pior martírio... eu não sabia o que fazer, meu marido precisava dormir para trabalhar no dia seguinte (ele é autônomo, e não tem licença), e de quebra ficava ouvindo a velha ladaínha do "você não tem leite!". Eu chorei a noite inteira, e tive que ouvir me dizerem que o Kiyo chorava de fome, e que sua barriguinha roncava de fome. Pensei: "que tipo de mãe que eu sou? Não posso deixar meu bebezinho tão pequeno passando fome." Tentei tirar leite na bomba, e acho que devido ao stress e tudo mais, não saiu nem 1ml. Acho que esse choro do bebê doeu muito mais que os pontos da cesárea.
Eu estava desesperada (e acredito que foi ali que entrei em depressão). O meu marido disse que não deixaria o bebê chorando de fome mais tempo, e que se eu não resolvesse com o pediatra o tipo de leite a ser dado (leite artificial), ele sairia e compraria na farmácia o que tivesse lá. Consegui falar com o pediatra, e ele recomendou Isomil. Jamais dê o NAN, disse o pediatra. Ele disse outra coisa: o bebê tem reservas para 7 dias, mas já que você está desesperada vou recomendar esse. Assim o Kiyo começou, no seu 4º dia de vida, a tomar Isomil como complemento. A cada mamadeira que ele tomava de goladas, eu me sentia mais deprimida.
Ouvia algumas pessoas comentando que eu deveria dar o peito, outras que não devia deixar ele chorar tanto ao tentar dar o peito, e assim cada comentário ia me frustrando cada vez mais.

Minha mãe (graças a Deus) e meu pai (silenciosamente) foram meu apoio nessa hora. Algumas amigas também me ajudaram, relatando suas experiências. O pediatra me receitou um calmantezinho, e disse para eu relaxar. Eu passei a contar os dias como + 1 dia que eu havia conseguido amamentar um pouco. Ficava feliz quando o Kiyo mamava mais do que duas vezes no peito. Eu me sentia como aquelas pessoas que participam do AA, e que dizem que vão ficar +1 dia sem beber. Eu pensava que ia ficar apenas mais um dia tentando. Que aquilo tudo era demais para mim, e que eu não teria forças para suportar. Eu passei até a me forçar a pensar que deveria ser bom que o Kiyo estava mamando na mamadeira. Porém, incrivelmente e milagrosamente, a cada dia eu juntava mais forças! E os dias foram passando...
Quando o Kiyo fez 2 meses, fui com minha mãe e meu pai na Livraria da Gestante por recomendação de um amigo dela cuja filha estava passando pela mesma situação que eu. Saí de lá com a determinação de lutar com todas as minhas forças para vencer a batalha da amamentação. Conheci a relactação, e apesar de usar leite artificial no processo, me sentia melhor com tudo. O leite passou a fluir mais, e as mamadeiras ficaram cada dia mais espassadas. De repente, uma latinha que durava 4 dias passou a durar 5, 6, 7, 10... Porém, a realização maior foi quando, na minha formatura, consegui deixar uma mamadeira das grandes de leite materno (purinho). Tudo bem que isso foi resultado de alguns dias de ordenha. Aliás, essa palavra me fazia sentir muito mais mamífera... hahaha...
Hoje o Kiyo está com 1 ano e 3 meses (quase 1 ano e 4 meses). Ele mama muito. Ele pede para mamar, senta no meu colo e vai se aninhando apontando para o peito. É fofo demais!!! Eu me orgulho disso!!!
Não conseguimos a amamentação exclusiva até os 6 meses, mas no que depender da gente vamos conseguir prolongar até pelo menos os 2 anos. Existem pessoas que torcem o nariz para isso. Eu não ligo!!! Aprendi com amigas que a gente pode fazer cara de paisagem (não é mesmo pessoal da Bestbaby?), e eu já até tenho algumas respostinhas prontas do tipo: O Kiyo vai mamar até o dia em que ele disser que não quer mais e que tá indo pra balada!
Mãe é mãe... nem menos, nem mais... apenas mãe!
Beijos a todos...

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Musicalidade à flor da pele...


Desde sempre o Kiyo é apaixonado por sons. Isso pode ser por causa da quantidade de música que eu ouvia durante a gestação. Estava sempre cantarolando ou ouvindo alguma coisa.
O Kiyo não tinha nem 1 semana de vida, e já se acalmava ao som de solos de guitarra e violino de "sua banda favorita" de rock alternativo Sigur'Ros. Sua música favorita aparece no vídeo que fiz com fotos mostrando seu 1º ano de vida. Ele podia estar berrando, inconsolavelmente, e era o Jeff colocar a música no computador para ele parar instantâneamente.
Depois que ele cresceu um pouquinho, não podia ouvir qualquer tipo de música que começava a "dançar". Teve uma vez que ele ouviu na TV o Hino Nacional Brasileiro e começou a sacudir a sambiqueira. Coisa mais primorosa de se ver!!!
Não preciso nem dizer que seu brinquedo favorito é um violãozinho de plástico do R$1,99 que a vovó (mui sabiamente) deu para ele. Ele fica horas brincando. Quando vamos à casa da vovó, o Kiyo entra direto para o quarto do tio Dedé, onde está o grande violão com cordas de verdade! Ele mexe nas cordas com toda delicadeza que lhe é possível, e canta como se tivesse compondo algum rock-pauleira. Ele inclusive fecha os olhinhos e balança as perninhas... coisa mais linda do mundo!!!
Então... não sei se teremos um futuro Mozart ou Beethoven na família, mas sei que teremos alguém que tem profunda admiração pela música.
O Kiyo poderá ser o que ele quiser. No que depender de nós, ele terá o céu como única limitação para atingir seus sonhos!!!
Beijos,
Dani

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Aventuras do Kiyo




O Kiyo está a cada dia mais engraçado, esperto e com jeito de moleque travesso. Para mim, uma descrição certeira do Kiyo é a do "Menino Maluquinho" do Ziraldo.
Desde que ele nasceu, já nos divertimos bastante com seu desenvolvimento. Ele não queria saber de deitar (nem mesmo no hospital), e se torcia todo quando alguém teimava em segurá-lo no colo deitado.
No dia da consulta do primeiro mês no pediatra, fomos todos bem faceiros com o Kiyo em seu moisés (ainda não tínhamos a cadeira do carro, ops). Ao chegar na clínica, perguntei ao Jeff se não seria melhor tirá-lo do moisés. O Jeff disse: "não, é mais seguro levá-lo na cestinha." Pegou a cesta, a chave, a mochila, e mais sabe lá o que. De repente, a cesta escapa da mão dele, e o pequeno Kiyo, que dormia tranquilamente, rolou para a grama entre o meio-fio e a calçada. Eu congelei... Quase tive uma parada cardíaca. Só depois que o Jeff já estava com ele no colo (cerca de meio segundo depois da queda), e já estava limpando o rostinho do Kiyo (que acordava naquele instante) foi que eu consegui me mexer.
Ainda bem que estávamos na porta do médico. Quando entramos pra consulta e fomos tirar a roupinha do bebê, começaram a sair formiguinhas e joaninhas das cobertas. Até uma abelinha nativa (sem ferrão) foi encontrada vagando pelas cobertas do Kiyo naquele dia.
E assim foi a primeira aventura do Kiyo com seu papai maluco e sua mamãe doidona.
Beijos a todos...
Dani e Kiyo