quarta-feira, 19 de novembro de 2008

KIYO = PURO

Quando decidimos (finalmente) o nome do Kiyo, faltavam apenas 2 semanas para ele nascer. Até então ele era "meu filho", "meu anjo", "meu amor"... O Jeff, para afastar as atazanações alheias, dizia com a maior cara lavada que o nome do herdeiro seria "Artrúnculo". Da onde tirou isso, não sei... coisas da cabeça de um artista entediado, creio eu...
Bem, faltando duas semanas para o bebê nascer, sentamos (Jeff e eu) à mesa da cozinha e passamos a conversar sobre a escolha do nome. Queríamos um nome só que fosse forte e curto para evitar aquela montoeira de nomes que não tem fim. Eu queria que ele levasse no nome algo de hereditário da nossa família. Então pensamos: Kio... (meu sobrenome é Kioshima que significa Ilha Pura). Daí eu lembrei que Kioshima era originalmente escrito Kiyoshima. E assim escolhemos o nome de nosso Puro Kiyo. No momento em que decidimos, senti dentro de mim a paz que buscava nas listas de nomes que olhei anteriormente. Nenhum dos outros nomes que tanto gostava serviam, nenhum nome me dava tamanha tranquilidade e certeza! Era como se ele próprio tivesse escolhido seu nome da mesma forma em que escolheu-nos para sermos seus pais.
Inicialmente o nome soava estranho aos ouvidos das pessoas, mas hoje em dia todos sabem quem ele é, e seu nome tem tudo a ver com sua personalidade. Não podíamos ter escolhido outro nome!
Olho para meu pequeno Kiyo, puro e alegre, e vejo que seu nome muito lhe cabe. Tudo em si é PURO. Tudo em si é KIYO! Seu sorriso, sua risada, seu jeito maroto de olhar com cara de bravo, sua maneira singela de carinhar meu rosto, sua voz forte e determinada! O Kiyo é o Kiyo: lindo, puro e muito feliz!
Dani

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

CONQUISTAS

Desde que fiquei sabendo "oficialmente" que estava grávida, passei a contar meus dias pelas conquistas diárias... Essas conquistas se resumiam a correr atrás do ônibus ao 8º mês de gestação e conseguir embarcar nele, não engordar além do normal de um mês para o outro, e conseguir completar minhas atividades acadêmicas antes do tempo para não ficar com pendências para depois do parto.
Lembro que um dia antes do Kiyo nascer eu participei de uma reunião da campanha que havia iniciado sobre a posse responsável de animais de estimação. Esse trabalho rendeu minha monografia de final de curso, e até hoje sigo trabalhando com o tema direta ou indiretamente. Isso tudo foi conquistado dia após dia.
Porém, a minha maior conquista era ouvir o coraçãozinho do Kiyo batendo forte dentro da minha barriga a cada consulta. Era a certeza que eu o teria em meus braços em breve, e que tudo iria dar certo, e que Deus nos abençoava com um anjinho lindo!

No dia em que o Kiyo nasceu, a conquista foi outra: passei a ouvir não mais seu coração pulsando forte e rápido. Passei a ouvir seu choro, som maravilhoso que amoleceu minha alma e conquistou meus ouvidos. Seu choro era forte, tanto quanto lembro das batidas de seu coração. E assim que o vi pela primeira vez, pude sentir o que é o amor de mãe. A maior conquista para mim foi poder beijá-lo pela primeira vez e sentir sua pela (ainda suja) em contato com a minha.
Junto com a conquista de finalmente ver o rostinho do meu bebê, veio também o medo. E agora? E se eu não der conta do recado? E se eu o decepcionar? E se eu não souber ser mãe? Todos esses medos ainda permanecem em mim. Porém, agora consigo analisá-los de forma a perceber que eles podem ser meus aliados na busca de mais uma conquista. Os medos, que inicialmente me paralisavam, hoje em dia me fortalecem. Eu não sei tudo, porém, posso buscar saber. E a certeza de que tenho que ser uma excelente mãe me faz buscar respostas. Não me contento com meros conselhos. Preciso saber mais, preciso ouvir e esgotar todas as fontes de conhecimentos. No que diz respeito ao Kiyo, o suficiente pode ser pouco demais. Então, vivo em constante busca de novas respostas, novas formas de viver, maneiras mais saudáveis e menos agressivas de ensinar a ele tudo que a vida pode lhe oferecer. Ele depende disso, e isso depende de mim. Se eu quero que ele cresça saudável por inteiro, preciso proporcionar um ambiente saudável.
Assim, desde a maternidade eu já tinha em mim (meio que por instinto) aquilo que é melhor para ele. Amor em primeiro lugar, respeito e dignidade junto com muito leite materno. Depois do parto, veio para mim mais uma busca, mais uma luta... a de conseguir amamentar meu filho. E essa conquista veio completamente após 3 meses de maternar. Após muitas lágrimas, muitas quase desistências, muitas vezes dizendo que seria a última vez... porém, o instinto materno falou mais alto. Na verdade, o instinto materno estava gritando a plenos pulmões que não seria a última vez e que a história de minha mãe e de minha sogra não se repetiriam comigo... Mais uma vez, consegui quebrar o paradigma. Graças a Deus, consegui manter meu filho amamentado por mais tempo.
E assim foram passando os meses. A cada um, mais uma conquista. Minha auto-estima materna foi se fortalecendo a cada consulta ao pediatra. Era muito bom ouvir que o Kiyo estava crescendo super bem e saudável, que seu desenvolvimento era exemplar.
Mas essas conquistas não eram só minhas... o Kiyo, de pequeno e frágil, passou a ser um bebezão de bochechas redondas e rosadas. Conseguimos juntos diminuir e quase eliminar o uso de complementos até o 6º mês. Conquistamos juntos a vitória de não usar chupeta, e de dormir bem a noite. Seu temperamento é tranquilo e ele é um menino alegre, carismático e sociável. Não é nem um pouco dependente, ao contrário do que dizem todos aqueles que são contra a cama-compartilhada.
Outra conquista, e também um marco, foi a sua festinha de 1 ano. Não fizemos nada muito pomposo. Foi uma festinha de criança e para as crianças na casa da minha mãe, bem nos moldes das festas de criança que eu me lembro. Foi uma conquista não ter doces e refrigerantes na festa do Kiyo. Achei que iria fraquejar, mas, da mesma forma que com a amamentação, uma força maior que eu me manteve o norte. E tivemos a festinha de acordo com as nossas espectativas. O Kiyo aproveitou e se divertiu muito.
Também o fato de que o Kiyo não tem o hábito de comer doces, tomar refrigerantes e outras coisas do tipo, é uma conquista. O Kiyo não é uma criança agitada. Mas ele é bastante ativo. Sobe, pula, brinca, canta, corre, e faz tudo aquilo que menininhos de sua idade (ou até mais velhos) fazem. Nós decidimos que seu corpinho não precisa de estimulos além dos que já tem. Não precisamos adicionar açúcar e outros estimulantes na sua dieta. Mantemos para o Kiyo uma dieta de frutas, verduras, carnes, proteínas, grãos, sucos, água e muito leite materno. Tudo isso sem estresse. Eventualmente ele come algum doce, excede um pouco no açúcar, mas não é via de regra. E isso nos garante um menino equilibrado, tranquilo, que tem lá de vez em quando seus ataques de fúria (afinal ninguém é de ferro), mas que normalmente está feliz, brincando tranquilamente.
Minha maior preocupação quanto a manter o Kiyo afastado das guloseimas era o vovô, e minha resposta da conquista veio quando o Kiyo foi com o vovô e a priminha no mercado (sem a mamãe ou o papai junto). Quando perguntei o que o Kiyo havia comido, a priminha respondeu: "Frutinha, tia Dani!" Pulei de alegria!!!
Agora o Kiyo está com 18 meses (1 ano e meio já se passaram!). Muitas conquistas foram alcançadas, muitas ainda hão de vir. O Kiyo já corre por tudo, já tem 8 dentinhos bem afiados, já pede as coisas que quer, já sabe quando não está se comportando de acordo, e sabe se comportar muito bem em ambientes sociais. Não é o tipo de criança que tira os pais do sério. Não recorremos às palmadas, e estamos conquistando a educação do Kiyo de forma serena e tranquila, sem estresse e sem gritos. Ele é carinhoso, abraça e beija seus brinquedos, o papai, a mamãe, a vovó, o vovô, todos... Na rua é uma simpatia só. Faz amizade com todos sem discriminar. Ama música, e canta, canta, canta...






Só temos motivos de alegria desde que o Kiyo chegou. Só temos bençãos desde que fomos presenteados com sua vida. Somos gratos eternamente por sermos escolhidos para ser seus pais.