quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Natal em Família


Quando era criança, esperava ansiosamente pelo Natal. Parecia que tudo ficava mais belo e mais harmonioso na noite de Natal. O encanto não estava nos presentes, ou na comilança, mas sim na família inteira reunida celebrando o nascimento do Senhor Jesus. Era sempre aquele ar de euforia que pairava em nossa casa. Quando eu era criança, tínhamos a vó Vera que cuidava de todos os preparativos com muito carinho. Não deixava faltar nadinha! Ela nos ensinou a amar o Natal. Ela me ensinou a celebrar com todas as minhas forças, mesmo sem saber ao certo o que celebrava. Na minha inocência infantil, eu achava que celebrava a chegada do Papai Noel. Depois, achava que ansiava a espera daquele presente desejado... Depois, muito depois, pude perceber que o que fazia do Natal o momento mais esperado do ano era a possibilidade de confraternizar com a família inteira. Presentes se tornavam supérfulos, e o que importava era estarmos todos juntos, em família, celebrando. Sofri muito com as minhas próprias expectativas de Natal depois que casei e fui morar com o Jeff lá nos EUA.
Ele tem uma relação muito diferente com o Natal. Sua experiência foi dura, e deixou marcas profundas em seu coração. Apesar dele negar que sinta qualquer coisa, percebo que ele ressente não ter tido essa experiência mágica de esperar ouvir o sino na porta (mesmo sabendo que era o tio Álvaro quem o tocava) e sentir o coração disparar ao abrir a porta na esperança de encontrar o Papai Noel (mesmo sabendo quem colocou os presentes ali na varanda da frente).
Ele conta suas experiências horríveis de Natal. Lembranças amargas que se transformaram em total apatia pela data, celebração e sentido do Natal.
Esse tipo de lembrança não é a que desejo para o Kiyo. Quero que ele sinta prazer em celebrar o Natal, quero ver o brilho em seus olhos quando ouvir aquele sino tocar na porta. Quero poder sentar com ele no chão e ver em seus olhos a ansiedade e euforia de esperar o seu nome ser chamado mais uma vez, e mais uma vez, não pelos presentes que ele venha a receber, mas pela magia e encantamento que este momento traz.
Quero poder explicar para ele a razão pela qual celebramos o Natal. Quero que ele entenda que essa história de Papai Noel é uma brincadeira, uma fantasia, um faz de conta saudável que transforma todos novamente em crianças. Quero que ele saiba que os presentes não significam o Natal, ou que eles não medem o quanto nós o amamos. Quero que o seu entendimento sobre o Natal não seja decorado nas classes de Escola Dominical, mas que seja vivo em seu coração e presente em sua vida!
Quero que o Kiyo cresça vendo a beleza da nossa família; quero que ele saiba o quanto é amado; quero que ele acredite em seus sonhos e almeje alcançá-los por toda sua vida. Quero que ele saiba que estaremos sempre com ele, e que nossa família será unida eternamente!

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