sábado, 28 de agosto de 2010

Historias Memoraveis... continuando




Kiyo devia ter pouco mais de 1 ano quando fomos (ele, Jeff e eu) juntamente com a minha turma de Especializacao para uma "aula a campo" no municipio vizinho de Curitiba, Campo Magro. Iamos fazer uma visita a uma chacara que funcionava como hotel fazenda, cultivo de organicos e tudo mais que o curso (Especializacao em Educacao Ambiental) pedia.
Tivemos uma palestra, fomos coletar morangos organicos, tivemos um almoco maravilhoso e ficamos parte da tarde largados nas redes ouvindo o pessoal tocar musicas e cantarolar. Estavamos nos sentindo tao a vontade que o Kiyo nao teve duvidas... levantou de onde estava, avistou um trator estacionado ladeira abaixo (na porteira da chacara), virou para nos (eu e o Jeff), acenou adeus, baixou a cabecinha, empinou a sambiqueira e foi sem ao menos olhar para tras para conferir se vinhamos junto. Ele soh parou quando chegou na frente do trator. Olhava admirado com tudo e dizia: "Oh, brumbrum...!", apontando freneticamente para o trator.
E tem gente que achava que ele seria muito dependente de nos por compartilharmos a cama e por ele mamar no peito.... Acho que isso prova que meu pequeno nunca teve problemas em saber ou indicar o que quer...

sábado, 21 de agosto de 2010

Memoraveis historias - parte 3

Kiyo nem sabia andar ainda com seus 10 meses e jah aprontava das suas macaquices. Ele sempre foi um bebe independente. Ele estava brincando na sala de nossa casa quando viu a porta da sala com o vidro aberto. Detalhe: a porta tinha uma grade e o vidro abria deixando entrar um brisa de fora. Ele nao teve duvidas... foi engatinhando ateh a porta e iniciou sua escalada. Foi escalando a grade ateh que bateu a cabeca no batente da porta.

O Jeff, papai dedicado que eh, viu tudo e ficou de prontidao atras do grande aventureiro para o caso dele resolver se soltar. Ele nao soltou. E quando bateu a cabeca no batente se deu conta do tamanho dele e chamou o papai que o socorreu prontamente... sem fazer alarde da cena ou repreender o grande aventureiro...

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Memoraveis historias - parte 2.




















O Kiyo sempre comeu bem. Gracas a Deus, nao posso reclamar dele nesse quesito (e em praticamente nenhum outro). Desde que comecou a comer as papinhas aos 6 meses, ele sempre bateu um prato bem saudavel.
Logo que comecamos a dar comidas sem muitas restricoes para o Kiyo, fomos a um restaurante por kilo em Curitiba. A comida era bem caseira e gostosa. O Kiyo devia ter 1 aninho e eu coloquei umas 700 gramas no prato, achando que ele comeria um tanto e eu comeria o outro.
Quando terminei de dar a comida para ele, fiquei surpresa! Ele tinha comido quase tudo e eu tive que pegar mais um pouco para matar a minha fome.
Outra vez nos fomos com o Kiyo para a verduraria buscar umas frutas e verduras. O dono do local deu uma banana para o Kiyo (como de costume). Abrimos a banana e demos para ele comer. Continuamos conversando quando o dono da verduraria nos olhou assustado dizendo que o Kiyo tinha comido a casca da banana. Quando vimos, ele tinha comido praticamente toda a casca. Deixou para tras somente o talinho do final.
Tadinho... sofre o nosso guri!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Memoraveis historias - parte 1.

Numa tentativa de documentar todas as gracinhas que o Kiyo fala, resolvi colocar aqui no blog... uma por dia... jah devia ter feito isso antes, mas soh agora que isso me veio na cabeca. Entao, vou colocando uma por dia, na medida em que for lembrando...
Quando ainda estavamos no Brasil, o Kiyo (com seus 2 anos) passava as tardes no quintal brincando com as nossas duas cadelas lindas: Rotti e Dogui. Eles eram super companheiros... corriam pelo quintal, ficavam deitados ao sol (Kiyo ficava cantando deitado na barriga da Rotti), inventavam muitas baguncas... as duas cuidavam muito bem dele.
Um dia ele veio anunciando ao papai, apontando todo feliz para as "tetinhas" da Rotti. Ele apontava e falava "Oh papai, oh mamah au-au". O Jeff aplaudiu a descoberta e (nao sei porque cargas d'agua) resolveu perguntar: "Kiyo, voce mamou ali?" E o Kiyo, na mesma empolgacao respondeu: "Yeah" e procedeu a limpar a boca fazendo "Blargh, blargh" esfregando freneticamente a lingua com as maos.

domingo, 15 de agosto de 2010

O "dotor" falou...

Nos tempos de nossas avos, a pessoa mais bem conceituada na familia era o "dotor". O medico da familia normalmente tinha a ultima palavra no que estava relacionado a saude das criancas. Nao sei porque isso acontecia, mas as maes parece que tinham medo de confrontar alguem que estudou tanto e questionar sua "sabedoria". Muitas maes faziam tudo o que o "dotor" receitava sem ao menos verificar se era plausivel. Com isso, muitos medicos passaram a ser os "garotos-propaganda" da industria farmaceutica. Tudo que os medicos falavam era lei, e tudo que eles receitavam era dado sem questionar a razao naquilo. Dessa forma, muitas viroses ateh hoje sao tratadas com antibioticos.

Hoje em dia, o senso critico ainda eh algo raro no que diz respeito a cuidados com filhos (principalmente se forem pais de primeira viagem). Parece que as pessoas tem medo de tomar as redeas da situacao e ir "contra" as indicacoes do medico. Preferem seguir a risca tudo o que o "dotor" mandar, mesmo que isso seja totalmente desnecessario ou ateh prejudicial ao bebe. As maes nao seguem seus instintos, engolem os maiores sapos da face da Terra, sao muitas vezes descreditadas pelos maridos... tudo em nome "da santa palavra do doutor". O "dotor" eh voz de autoridade para tudo desde cuidados medicos ateh problemas de comportamento. "O dotor mandou tirar do peito" ou "o dotor mandou dar frutinha antes dos 6 meses", "o dotor disse que se dormir junto comigo, vai crescer muito dependente e vai atrapalhar o seu desenvolvimento"... Eu ouvi esses comentarios de varias pessoas: maes de primeira viagem, maes de segunda ou terceira viagem e ateh mesmo de pessoas sem filhos. Todo mundo tem um palpite para dar, mas falar que a "sugestao" foi dada pelo "dotor" faz com que essa deixe de ser apenas um palpite e passe a carregar um outro valor. Ateh para justificar alguns habitos nao saudaveis, como dar doces e outros estimulantes para bebes pequenos (com menos de 1 ano), vale usar "o dotor falou que..."
Desde que o Kiyo nasceu, eu sempre o levei a um pediatra no qual eu tenho confianca. No entanto, ainda assim eu questiono, indago, troco ideias. E no final das contas, o que vale eh a nossa (minha e do meu marido) conclusao do que eh melhor, mais apropriado e mais saudavel pro Kiyo. Quando o Kiyo fez 11 meses, perto da epoca da Pascoa, o pediatra "liberou" os chocolates. No entanto, eu disse que nao dariamos doces ao Kiyo por enquanto. Eu nao perguntei a opiniao do pediatra quanto a cama compartilhada e nem quanto a amamentacao super-prolongada. E em momento algum ele me indicou que estou "atrapalhando" o desenvolvimento do meu filho ao praticar ambas as coisas.
Certamente que a minha experiencia com o pediatra que escolhi para atender meu filho eh uma bem sucedida entre as milhares de experiencias frustradas que eu encontro na lista de maes da qual participo ou ateh mesmo de experiencias de familiares (bem recente). Eh um tal de pediatra falando que o leite eh fraco e por isso "precisa" receitar complemento de NAN pro bebe. Ou de pediatra receitando o tal do NAN pra bebe recem-nascido, pois o bebe "nao consegue sugar" e soh dorme (que aconteceu com a minha cunhada ao ter alta da maternidade ha uma semana atras). Ou ateh pediatra falando que eh pra dar a chupeta para que o bebe pare de chupar os dedinhos... um absurdo maior que o outro. E o pior eh que muitas vezes (nao em nenhum desses casos, gracas a Deus) a mae e o pai acatam o absurdo como sendo lei e nem ao menos questionam. Nos casos que eu mencionei acima, as maes estavam certas do que deveriam fazer. A minha cunhada por exemplo, apesar de ter comprado a tal da lata de NAN, nao deu. Insistiu no peito e agora a Manuzinha tah lah saudavel e mamando que eh uma belezinha.
Nao quero dizer que temos que desconsiderar tudo que os pediatras falam, mas nao podemos aceitar tudo feito umas ovelhinhas. Nossa obrigacao como pais eh de questionar sempre, pesquisar tudo que nos eh dito e tirar as nossas proprias conclusoes com base nos nossos instintos e em nossas descobertas.
Beijos a todos que acompanham...
Dani

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Ha tempo para tudo...




A cada dia que passa, percebemos como o tempo voa. E quando se tem um pequerrucho crescendo debaixo de nosso nariz, essa confirmacao fica cada vez mais evidente.




O Kiyo fez 3 anos esses dias, mas desde que ele nasceu temos que lutar contra a mare de palpites sobre o que fazer e como proceder. Para tudo isso eu digo: ha tempo para tudo.




Em nossa vida como pais, tivemos varias situacoes onde esse dizer nos veio a calhar precisamente. Eis alguns exemplos...








O Kiyo dorme no nosso meio desde que nasceu. E ouvimos desde entao que ele precisa dormir no seu berco/cama/colchao para que seja independente. Para isso eu digo: ha tempo para tudo. O Kiyo nao precisa ser "independente" nesse exato momento. Ele precisa construir sua auto-estima e confianca. Ele precisa ter certeza que estamos com ele e que nao o deixaremos desamparado quando precisar. Uma vez que essa seguranca esteja construida, aih ele pode desbravar um quarto escuro por si so. Por hora, o tempo eh de dormir bem aconchegado no meio, segurando a mao do papai de um lado e da mamae do outro e tendo a certeza de que estaremos ali para espantar os "caras malvados" de seus pesadelos.









O Kiyo mama aos 3 anos. Escuto varios comentarios, alguns ate maldosos, de como essa pratica "prejudica o desenvolvimento dele" e como ele vai ser totalmente dependente de mim depois que for maior. Para isso eu digo: ha tempo para tudo. O Kiyo mama porque eh o tempo dele mamar. Ele eh um ser unico que nao precisa ser forcado a fazer ou deixar de fazer algo. Jah me basta o fato de ter "forcado" seu nascimento com uma cesarea. Se ele estah mamando, eh porque precisa. Talvez nao precise do leite como fonte alimentar principal, como era o caso no inicio. Mas ele ainda conta com o peito como fonte de afeto e carinho, como uma ligacao unica entre ele e a mamae. Forcar para largar o peito eh o mesmo que violentar esse tempo tao importante para o amadurecimento emocional dele. E isso eu me recuso a fazer.


O Kiyo nao vai para a escola. Desde que se passaram os 4 meses de "licensa maternidade", percebo alguns olhares de desaprovacao porque nao escolhemos colocar o Kiyo na escolinha/maternal/creche. Esses olhares se transformaram em comentarios quando o Kiyo completou 1 ano, 2 anos e agora 3 anos. Para isso eu digo: ha tempo para tudo. Ele nao precisa ir para uma escola se tanto eu quanto o Jeff conseguimos lhe dar os cuidados de que ele precisa. Em casa ele tem a atencao que requer, a alimentacao que convem e muito amor. Se nao ha uma necessidade em manda-lo para a escolinha, nao vamos dar a terceiros o prazer de ver o nosso filhote crescer. O fato de nao colocarmos o Kiyo na escolinha em momento algum impede que ele tenha uma vida social bem resolvida. Enquanto moravamos no Brasil, ele brincava diariamente com outras criancas de idades variadas. Agora que estamos nos EUA, ele sempre vai a praia ou ao parquinho e nao demora muito jah estah cercado de criancas para brincar com ele.


Sinto que o Kiyo estah crescendo, e rapido. Percebo o quanto ele amadureceu desde que nasceu. Jah nao tenho mais um bebezinho indefeso. O Kiyo eh um menino forte e docil, com personalidade mas flexivel as mudancas... ele estah crescendo e sinto que logo serah tempo de outras aventuras, outras descobertas, outras indagacoes. Por hora, fico feliz em apenas estar ao seu lado segurando sua mao a cada passo.