segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Amizades...














Kiyo com seus amigos na escola...

Até mais ou menos um mês atrás o Kiyo nunca tinha ido à escola. No Brasil, o Kiyo tinha a Ana Carla, que cuidava de brincar com ele. Ela levava o Kiyo no parquinho ou na casa de amiguinhos para brincar. Apesar disso, muitas pessoas nos olhavam torto quando falávamos que ele não ia para a escola. Comentários do tipo: “ele vai ficar muito dependente”, “ele não vai saber fazer amizades” ou a pior de todas (e mais cruel) “ele vai virar anti-social porque não tem contato com outras crianças.”

Essas mesmas pessoas, curiosamente, comentavam admiradas quando viam o Kiyo brincando tranqüilo e feliz rodeado de crianças.

O Kiyo agora vai para a escola, e obviamente que está rodeado de crianças por lá. Porém ele sempre teve contato com crianças e sempre brincou bem desde muito cedo.

Enquanto morávamos no Brasil, como já falei, ele brincava com as crianças da vizinhança. Os meninos da vizinhança, praticamente todos bem mais velhos que ele (que na época tinha recém feito 1 aninho), vinham perguntar se o Kiyo podia brincar com eles. Lógico que a gente ficava brincando junto. Ele sempre brincava também com suas priminhas e primo. Em festas e outros eventos, ele fazia amizade com todos (crianças ou adultos).














Ao chegar aqui não foi nada diferente. Na vizinhança, ele conhece mais gente que eu ou o Jeff. Ele cumprimenta a todos. No parquinho ou na praia, muito antes de pensarmos na escolinha, ele não podia ver outras crianças que já ia correndo “play with guys!” ou “brincar com a galera!”.

Um dia na praia, conhecemos um casal brasileiro com um menino de 5 anos. O Kiyo começou a brincar com o menino logo de cara. A partir de então, começamos uma amizade com a família.

Na escola, o Kiyo diz oi para todas as crianças da turma e também diz tchau. E a diretora da escola disse que ele sempre fica orbitando pelos grupinhos diferentes, brincando cada vez com um grupo diferente (sem formar panelinhas). Gostei muito de ouvir isso, pois me indica que estamos dando o exemplo certo. Ele percebe que não gostamos de “clicks” e que qualquer pessoa pode ser nosso amigo.

Ontem fomos na casa dos amigos que conhecemos na praia. O Kiyo e o Matthew brincaram a valer. No final do encontro, quando estávamos indo embora, eles se abraçaram, deram as mãos e desceram a escadaria dizendo: “You are my Best friend”.

Realmente, eu acho que isso conclui minhas suspeitas que as inseguranças, dependências e o que mais quiserem rotular, são resultados de famílias instáveis e disfuncionais. Isso não tem nada a ver com a idade que a criança começa a ir pra escola. Mas isso eu devia saber... eu fui pra escola com 6 anos, e nunca fui insegura ou dependente.

3 comentários:

Bete Strøm disse...

Que bonitinho... Não é a escola que faz com que a criança seja tímida ou extrovertida, isto é uma questão de temperamento... E o Kiyo já provou que de acanhado não tem nada! Você sabe que o Bruno apesar de pequeninho sorrir para todo mundo, parece que ele está se tornando uma pessoinha sociável.. Felicidades pra vocês@

Edson Negromonte disse...

Na educação dos meus filhos, eu fui contra todas as teorias e palpites alheios; só a minha consciência me guiava. E acho (hehehe, a gente nunca tem certeza) que deu certo.

Diários do Papai disse...

Concordo plenamente com você, penso da mesma forma: o fato de serem crianças saudáveis e de bem com a família e consigo mesma sé que vai determinar sua sociabilidade - àsvezes as escolas, com seus 'bullyings' enrustidos,só pioram as coisas para os pequeninos! 'Big Hug', ops, Abração rs!