quarta-feira, 27 de abril de 2011

Eca!!!



Kiyo, como um bom menino de (praticamente) 4 anos, jah demonstra suas preferencias. Ele nao gosta de beijos. Entao, quando ele comecou a ir pra escola, ele comentava das meninas (3) na turma dele. E invariavelmente ele dizia: Eu nao beijo elas! Tah, ateh aih normal... meninos dessa idade tem meio que aversao a meninas, certo? Nao. Ele gosta delas. Brinca direitinho... mas no quesito beijo... nao tem pra ninguem mesmo.
Nem pra mim, diga-se de passagem.
Na despedida na porta da salinha eh aquele abraco apertado e um beijinho rapidinho (quase roubado). E as outras pessoas entao... minha sogra recebia um beijinho que era devidamente limpado depois com efeitos sonoros e tudo: Ecaaaaa!
Na Pascoa, nos fomos visitar uma familia muito querida e amiga nossa aqui na Florida. Fomos com eles a igreja e a Betty (nossa amiga-mae) falou que ia beijar o Kiyo. Ele virou pra ela e disse em alto e bom tom: Ecaaa... isso eh nojento!
Sei que isso eh uma fase, e que mais rapido que eu pense ele estarah correndo atras das meninas para roubar selinhos, mas que eh engracado isso eh!!!
Beijos estalados...
Dani

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Abraco de "ursinho"




De uns tempos para cah, Kiyo anda um grude comigo. Quando levantamos, eu arrumo seu lanche pra escola e o levo. Na volta (normalmente) eu estou na faculdade e o Jeff vai busca-lo. Mas quando eu chego em casa... ele jah vai me pegar na porta com um sorrisao no rosto dizendo: Mamaaaaaaaeeeeee!!! Daih ele me abraca, me beija e fica o resto do tempo na minha roda. Depois da janta, enquanto sentamos no sofah para "relaxar" um pouco, ele nao consegue nem ver eu terminar o jantar. Jah vem se aninhando no meu colo.
Colo??? Essa eh novidade! Ele nunca gostou de ficar sentado quietinho no meu colo por mais do que 1 minuto a nao ser que fosse pra dormir. De uns tempos pra cah, ele senta e fica fazendo carinho na minha mao. Coisa mais fofa!!! Eu estou adorando esse chamego todo. Abraco e beijo muito o meu pequeno.
Hoje eu perguntei a ele quem cuida dele. Ele disse: "Voce, mamae!" E eu perguntei: "E o papai?" E ele: "O papai nao!" Daih eu perguntei pra ele se o papai brincava com ele. E ele soh olhou pra mim e deu aquele sorriso maroto que soh ele sabe fazer...Isso sem contar quando ele resolve me chamar de princesa. Jeff perguntou que tipo de princesa que a mamae era e ele respondeu: "Butterfly Princess".

Digam aih... nao dah vontade de apertar???
Beijao!!!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

“Amanheceu, peguei a viola, pus na sacola e fui viajar!”

Desde sempre, o Kiyo foi acostumado a viajar. Já bem pequeno, nós fazíamos viagens com ele. Ele foi à praia com seus 4 meses, foi à Floripa com 6 meses e sempre foi companhia muito boa e agradável em longas ou curtas viagens. Já fomos pro Rio de carro (de Curitiba). Foram 14 horas e meia de viagem, e o Kiyo (que na época tinha recém feito 2 aninhos) foi uma benção!!!
Na época em que preparávamos para mudar para os EUA, percebemos que o Kiyo também entrou no clima. Acho que ele não compreendia ainda o que significava aquela viagem. Chegamos no aeroporto e o Kiyo, que nunca tinha andado de avião até então, estava todo empolgado. Ele entrou no avião, mexeu nesse ou naquele botão, viu o avião levanter vôo e apagou. Dormiu durante o trajeto Curitiba-São Paulo e depois também de São Paulo a Miami. Chegando aqui, tudo era novidade. Kiyo, para alívio e surpresa nossa, adaptou-se muito bem.
Depois dessa grande viagem, fizemos algumas viagens por aqui. Fomos para Disney em maio do ano passado comemorar o aniversário dele, mas essa viagem foi de carro. Fomos para Nova Iorque em julho para visitor as tias. Essa foi a primeira viagem de avião que ele passou acordado.  Depois fomos para St. Croix, também de avião. Dessa vez, posso dizer que ele “aproveitou” a viagem desde os preparativos até o final. Dessa vez ele teve direito até a tour da cabine do piloto…
Como estamos morando aqui na Florida, recebemos algumas visitas de amigos e familiares do Brasil. Nessas visitas, a gente ou ia pegar as pessoas no aeroporto pois estavam vindo do Brasil ou iamos deixá-las no aeroporto pois estavam voltando. Com isso, Kiyo associou “ir ao Brasil” com “ir ao aeroporto”. Então, na cabecinha muito esperta dele, fazia sentido que o “Brasil” era no “aeroporto”. Explicada a complexidade do “ir pro Brasil”, ele entendeu o que significa. No entanto, ele quer muito ir ao Brasil. Ele sabe que lá estão as pessoas que ele ama muito e sente saudades. Lá o vovô dele “tem o Herbie” e as primas estão esperando para brincar com ele. Lá ele vai poder rever as cadelinhas que fizeram parte dos 2 primeiros anos da vida dele.
Então… agora que estamos com passagem comprada e dia marcado para a tão esperada viagem, comecei a tirar as malas para (com calma) começar a arrumar tudo. Kiyo, pela primeira vez, demonstrou interesse nos preparativos para a viagem. Mais do que depressa, ele pegou sua malinha, colocou umas peças de roupas e uns brinquedos, foi porta a fora dizendo: “Eu vou pro Brasil!”
Com todas as alegrias de rever todos os queridos amigos e familiares tão amados, sempre me dá um friozinho na barriga. Parece que tem um monte de borboletas no meu estômago e só melhora depois que entramos no avião. Kiyo está escolhendo os brinquedos que vai levar e as coisas que vai fazer lá no Brasil. É muito gostoso poder compartilhar com ele toda essa expectativa pré-viagem.
Ebaebaeba… tá quase chegando a hora de ir!!!
Beijão a todos…
Dani 

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Reflexoes...

Gente,
Tanta coisa me faz pensar na forma como criamos o Kiyo, mas nada se compara quando pensamos nas escolhas que fizemos e nas razoes para essas escolhas.
Hoje estamos morando aqui nos EUA, como muitos sabem. Amo o Brasil, que eh meu pais do coracao. Minha familia toda estah lah, e meu coracao fica pequeno soh de pensar que estamos perdendo tanta coisa boa por estarmos longe.
No entanto, a violencia crua, desmedida e gratuita que se vivencia no Brasil em qualquer lugar e em qualquer camada social foi um motivo grande para decidirmos pela mudanca. Primeiro, pois agora precisamos dar conta da vida e seguranca do Kiyo. Entao, jah que temos a opcao de lugar para ir, nao vimos outra saida.
Isso eh logico que nao garante nada. No entanto, soh o fato de sabermos que o Kiyo pode sim ir ao parquinho brincar sem que eu me preocupe se vamos ser sequestrados, assassinados ou algo do tipo, nos deixa mais tranquilos.
"A violencia estah em toda parte" - jah ouvimos muitas vezes essa frase, que jah soa como jargao. Sim, ela estah. No entanto, em alguns lugares a impunidade acompanha a violencia e a torna ainda mais cruel e nos torna ainda mais vitimas encurraladas.
O que aconteceu na escola no Rio de Janeiro jah aconteceu aqui nos EUA sim, algumas vezes. Existem pessoas desequilibradas no mundo inteiro. Isso nao eh coisa soh de americano ou de brasileiro. O que precisa-se pensar eh na forma como a situacao eh controlada, uma vez que ocorra. Ha nao tanto tempo atras, teve um louco que saiu atirando numa multidao de pessoas no Arizona, onde uma congressista estava fazendo um discurso.
Eu fico simplesmente preocupada e triste com noticias como essa, seja ela no Brasil ou aqui.
A gente aqui ainda ouve a noticia como sendo "algo que acontece com os outros." E eh isso que precisamos parar de fazer. Precisamos comecar a ver a coisa como ataque pessoal mesmo. A violencia eh pra todos e afeta a todos. Nao podemos ficar alheios a tudo isso, pensando em como essas pessoas desconhecidas estao sofrendo. Precisamos tomar essa dor e agir para que nao sejamos vitimas das fatalidades.
Quando saimos do Brasil, estavamos sentindo o cerco apertar. A violencia jah nao era coisa que acontecia nos morros no Rio ou na periferia das grandes cidades. Era coisa que acontecia ha duas quadras da nossa casa, com pessoas que tinhamos relacionamento bem proximo. Meus pais sendo sequestrados em uma cidade relativamente pequena, amigos sendo ameacados a ponta de arma, conhecidos e parentes sofrendo com o trafico de drogas que invade os lares.
Enfim... esse post eh para refletir mesmo. Pensar nas escolhas que fazemos e nas formas como vamos viver a nossa vida: como vitimas ou como pessoas que tomam as redeas das circunstancias.
Beijos reflexivos e muito tristes...
Dani