terça-feira, 1 de novembro de 2011

Bullying - enfrentando esse fantasma de frente

Desde que o Kiyo nasceu, minha maior preocupacao era quando ele fosse para a escolinha. Primeiro, no Brasil, nos sempre pensamos muito no fato de terceirizar a educacao do Kiyo, deixando nas maos de terceiros (desconhecidos ateh) a responsabilidade que Deus nos deu de orientar e nutrir o Kiyo da melhor forma possivel. No entanto, o meu maior medo sem sombra de duvidas era a possibilidade do Kiyo ser vitima de "Bullying" (abuso fisico-emocional por colegas da escola, alunos mais velhos, outras criancas...). Confesso que isso se tornou muito mais forte em mim depois que Kiyo foi para a escola. No primeiro ano, tudo tranquilo (aparentemente). Ele nunca demonstrou nenhum tipo de sinal que indicassem qualquer tipo de abuso.
Nesse ano, porem, junto com os 4 aninhos, vieram algumas caracteristicas muito interessante: ele estah muito mais alerta ao que os outros pensam dele, ele sente necessidade de se ver inserido em um grupo social, ele passou a se "envergonhar" com muito mais facilidade.
Como a gente sempre pergunta tudo para o Kiyo, pouca coisa passa desapercebida. Notei que ha algum tempo Kiyo estava relutante para vestir determinadas roupas (inclusive cuequinhas) pois "todos" iriam rir dele.  No inicio, eu nao fiquei alarmada, achando que era apenas uma desculpa para nao vestir as roupas. Percebi que esses comentarios se tornaram diarios e tambem passei a notar que ele comentava de um ou outro coleguinha que ria dele. Nao ficaria preocupada se nao tivesse notado que esse comentario estava deixando o Kiyo deveras transtornado pela manha e a escolha da roupa para ir a escola estava se tornando um estresse puro para ele (e pra nos tambem).
Conversando com ele, descobrimos que um dos coleguinhas estava rindo deles todos os dias, "debochando" de sua roupa. Decidimos conversar na escola, uma vez que isso claramente nao estava certo se deixava o Kiyo tao incomodado assim. Chegando na escola, conversei com a professora, sem citar o nome do tal menino. Ela entao se abaixou, olhou nos olhos do Kiyo e perguntou a ele quem era. Ele entao disse o nome do menino. A professora disse para ele que nao se preocupasse com o que o menino falava, que a roupa dele era linda pois a mamae e o papai compraram com todo amor para ele. Ela disse tambem que sempre que alguem risse dele, e ele nao gostasse era para contar para ela. A professora tambem me garantiu que iria tratar desse assunto na sala, com todas as criancas. Eu me senti mais amparada nesse sentido, sabendo que tenho uma aliada para olhar o Kiyo nessas 4 horas que ele fica na escola.
Descobri que nao vou poder evitar que o Kiyo seja alvo de chacota ou outros tipos de abusos por parte dos coleguinhas, mas posso evitar que ele se torne uma vitima indefesa. Ele sabe que pode contar conosco, e que estaremos sempre prontos para defende-lo com unhas e dentes.
Em tempo: as escolas aqui na Florida sao legalmente responsaveis em situacoes de bullying se for comprovado que nao houve intervencao para evitar que a vitima sofresse tais abusos. Isso tambem nos dah um pouco mais de tranquilidade.
Beijos
Dani
*Imagem de http://www.neighborhoodlink.com/article/Community/Bullying_Prevention_Program

2 comentários:

Bete Strøm disse...

Como agente se preocupa, não? Eu também, vivo me martelando, como será quando o Bruno ficar mais velho. Felicidades pra você e toda sua família :)

Bete Strøm disse...

Como agente se preocupa, não? Eu também, vivo me martelando, como será quando o Bruno ficar mais velho. Felicidades pra você e toda sua família :)