domingo, 17 de junho de 2012

A diferença perfeita entre o TER e o SER...

Família Feliz sem precisar TER!!!

Vivemos num mundo onde o TER teima em tomar o lugar do SER. Parece que para algumas pessoas ter o carro do ano, o celular mais moderno e a roupa da moda é mais importante do que ser uma pessoa feliz, realizada e em paz com suas escolhas. E essa inversão de valores começa muito antes de nascermos. Como pais, somos bombardeados com comerciais melosos, com música de fundo enlatada e famílias pasteurizadas que insistem em nos convencer que para que nossos filhos (que em muitos casos, ainda nem nasceram) precisam ter a mobília assim, o trocador assado, os brinquedos dessa ou daquela marca. Indústrias inteiras se fazem nessa idéia que é preciso ter para ser. Tentam fazer uma verdadeira lavagem cerebral para nos convencer de que precisamos dessas coisas para sermos felizes. No entanto, devemos colocar as coisas em seus devidos lugares. Não precisamos TER coisas para SERMOS felizes. 
Eu nunca fui uma pessoa consumista, pelo menos não daquelas que "exigia" dos pais a calça da marca X ou Y, o tênis da moda... não me importava com a aparência do carro que meu pai tinha (ou não, uma vez que tivemos carro quando eu tinha 11 anos). Eu não exigia as férias mais caras, pois entendia que quando meus diziam que não podiam fazer isso ou aquilo era porque realmente não podiam. Nunca fiquei com a impressão de estar sendo enganada. 
Quando eu era criança, minhas festas de aniversário eram comemoradas todos os anos. Não precisavam salões decorados, buffets alugados, decorações caras e animadores de festa contratados... Um bolo, um lanche, um grupo de amigos e vários balões enchidos a vários pulmões bastavam. Não eram necessários empréstimos para pagar em N-vezes. 
Lembro bem das férias também... íamos passar o mês inteiro na praia, lá na casa do vô. Não precisávamos de muita coisa: um baldinho com algumas pazinhas de plástico bastavam para fazer a alegria da criançada. E de vez em quando (quando dava), tomavamos um  picolé de ki-suco comprado na porta de casa, ou íamos tentar a sorte na casa do geladinho jogando um dado de espuma para ver se conseguíamos dois ou três pelo preço de 1. 
Meu pai e minha mãe trabalhavam muito e estudavam à noite. No entanto, aos domingos íamos fazer piquiniques no parque (para tomar café da manhã), fazíamos gincanas no parque (com prêmios e tudo), íamos ao zoológico de ônibus... Não tínhamos todos os brinquedos do mundo, mas nem precisava. O que éramos fazia a diferença. Éramos uma família unida e essas histórias do que éramos (ao invés do que tínhamos) ficarão para sempre conosco.

É isso que eu quero ensinar ao Kiyo. E pelo jeito estamos conseguindo... ensinamos a ele que SER vale mais do que TER. Ele é um piloto em seu avião feito de tubos e conexões de pvc com caixa de papelão. Ele é um peixinho que nada feliz na praia, usando a máscara de mergulho que lhe foi doada. Ele é uma criança feliz! E ele demonstra a mesma alegria ao ver brinquedos comprados que demonstra ao ver seus brinquedos montados com caixas... Seu foguete de lençóis e almofadas não é menos especial que o foguete comprado na loja tal da marca tal...
Sim, ele tem vários brinquedos. Ele tem hoje muito mais do que eu e meus irmãos sonhamos em ter na infância. No entanto, ele sabe bem que lhe basta ser. Todos os brinquedos do mundo podem sumir da face da Terra, e ele sabe que continuará SENDO nosso filho muito amado. Somos felizes porque somos... e as coisas fazem parte da nossa vida, no entanto elas jamais serão o motivo de nossa felicidade.
Beijos e FELIZ DOMINGO 

Dani

3 comentários:

Bete Strøm disse...

Eh verdade, o ser humano a cada dia que passa nao passa de valor, o carater de muitos sumiram, a sincerade desapareceu, consumismo invadiu nossas vidas... A deslumbramento eh total... Realmente temos que rever nossos conceitos e valores e tentar mudar. Ótimo post. bjs

Julia disse...

POIS É PRIMA.. LEMBREI TANTO DOS PICOLÉS (RISOS).
QUE ALEGRIA PODER VER QUE O QUE PENSAMOS E O QUE NOS CONSTITUI. COMO A MATERNIDADE FAZ ESSE TRABALHO DE NOS LEMBRAR DE "QUEM SOMOS" E O QUE QUEREMOS DEIXAR PARA ELES, NÃO É?

beijos MINHA AMADA
JU

Villafemme disse...

Muito bom!!