quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Vai uma dose de energia aih???

Kiyo nunca foi do tipo de bebe que ficava quietinho deitado no colo das pessoas. Acho que a unica forma de mante-lo assim era quando ele estava mamando. Com menos de 1 ano, Kiyo jah andava subindo grade de porta, grade do bercinho (que ele nao usava para dormir) e pulava muito em seu tigre pulador.
Eh... dah pra dizer que o meu menino tem energia. Energia dele mesmo, com nada (ou muito pouco) de estimulantes artificiais. Ele acorda falando (se nao gargalhando) e vai dormir contando historias. Digamos assim: o menino eh o proprio exemplo das pilhas duracell.

Em outubro desse ano, meu irmao, minha cunhada, minha mae, meu pai e meus sobrinhos lindos vieram nos visitar. E nisso, Kiyo ganhou do tio Thiagao, tia Mi, voh Ana e Dudu uma bike nova, maior e toda cheia das traquitanas.

Como vamos de bike para a escola (eu e Jeff), Kiyo passou a pedir para pedalar a sua tambem. Fizemos um teste e o menino passou com louvor. Ele eh muito melhor que eu na bicicleta! Chegamos na escolinha dele (3km de distancia soh de ida) em 20 minutos de pedalada pela manha. E o menino vai cantando. Na volta pra casa sao mais 3km e ele volta apostando corrida com o pai (jah que a mae sempre fica pra tras).

Esses dias resolvi filmar o (Kiyo pedalando) em nosso retorno pra casa. Eh uma delicia ver as pernoquinhas dele a todo vapor...
Quando dah tempo, no final de semana, vamos passear com ele ateh a praia. Jeff o leva pedalando em "aventuras" soh deles. E assim, meu menino energetico pedala 12km facil, facil...




domingo, 18 de novembro de 2012

"Eu não bato no meu filho, dou o exemplo" - Postagem Coletiva contra a Violencia Infantil



“Mãe espanca filho de 3 anos”. Essa foi uma manchete que li na linha do tempo de uma amiga minha no Facebook. Não vou entrar nas razões que levaram uma mãe a fazer isso. Não vou, pois não compreendo nenhuma delas (se é que elas existem realmente). Muitas pessoas com certeza dirão que uma coisa é dar uma palmada para “ensinar”o filho a obedecer as regras, outra “bem diferente” é espancar o filho até a morte. Que não há como se comparar uma “palmada” com o ato criminoso dessa mãe. No entanto, eu não consigo ver onde uma palmada é diferente de um espancamento da mesma forma que não acredito que existam mentirinhas e mentironas.
Inúmeras são as imagens com mensagens que são publicadas diariamente, apoiando abertamente a tão polêmica “palmada corretiva”. E aí, quando alguém se diz contrário à mesma por acreditar que essa seja uma forma de violência contra a criança, logo aparecem pessoas que juram de pé junto que existem crianças que “pedem para apanhar” (como é que é?). Outras dizem que há diferença entre o “bater como forma educativa” e a violência infantil. Existem também os que batem no peito e afirmam: “Apanhei enquanto criança, e sobrevivi”. Ou os pais que dizem que preferem não bater, MAS… e depois dessa conjunção adversativa certamente aparecerão desculpas para a surra (ou palmada).
Eu devo confessar que, antes de ser mãe, eu compartilhava algumas dessas visões. Acreditava que em “alguns casos”, o uso de força física era justificado e que algumas crianças realmente pediam para apanhar.
Quando me tornei mãe, precisei trabalhar muita coisa na minha cabeça. De repente o que eu acreditava ia de encontro com o que eu sentia. E com o nascimento do Kiyo, eu conheci uma outra forma de educação. Uma maneira de ensinar o meu filho através do respeito mútuo e do exemplo. Foi uma descoberta incrível para nossa família. É um aprendizado diário, pois cada etapa da criança requer um olhar diferente.
Há quem nos diga que é possível criar o Kiyo longe das palmadas pois temos apenas um filho. “Ah, espera vir o Segundo… aí você vai ver o perrengue que é educar duas crianças.” Outras pessoas vem com a conversa de que cada criança é diferente, e que algumas simplesmente são mais difíceis que outras para se ensinar através da conversa, respeito e formas não-violentas de disciplina. Nesses casos, de acordo com essas pessoas, uma “palmada pedagógica” é recomendada.
Realmente, a maternidade não é um mar-de-rosas 100% do tempo. Há momentos que a gente pensa que não vai conseguir e a vontade de chutar o balde é monumental. Toda mãe (e pai) no mundo já se sentiu a pior pessoa por não saber como lidar com a “birra”, a “manha”, a desobediência dos filhos. E é lógico que cada criança é diferente. E tem mais, elas não nascem com um manual de instruções ou um botão que diga “em casos de emergência, aperte aqui”.
Eu não sou a mãe perfeita. Várias vezes me vi negando tudo aquilo que acredito sobre a educação não-violenta. Meu sangue não é de barata, e a paciência esgota sim. Já houve situação em que eu me desesperei, gritei… graças a Deus, não cheguei ao ponto de bater no Kiyo. No momento da raiva, da frustração e do desespero é que a gente precisa exercer (de forma bastante consciente) o nosso status de adulto.
Quando a situação está feia, ficar no bate-boca ou partir pra queda-de-braço com uma criança não é a solução. Pior ainda é usar da nossa visível vantagem de tamanho e força para “mostrar quem manda”. Pode até ser que o resultado seja temporariamente promissor, e a criança passe a ouvir e acatar aquilo que é ordenado. O tapa, a palmada, a surra ensinam sim. Ensinam a criança que a força resolve, e que bater em quem nos contraria é aceitável (principalmente se somos mais forte que essa pessoa). Ensinam as crianças a terem medo (pavor) dos pais. O medo, apesar de as fazer obedecer inicialmente, acaba fazendo com que elas não contem com os pais para suas dúvidas sobre a vida. E a família, que deveria ser o porto-seguro para a criança, fica cada vez mais alienada de tudo que acontece na vida dela.
Muitas pessoas acreditam (e recomendam) a palmada como “mais um recurso educador”. Bater em uma criança sinaliza que o controle da situação já se perdeu, e que o adulto (que supostamente deveria ser exemplo) se torna a figura agressora. Que tipo de segurança e confiança a criança terá em um cuidador que diz que a ama, e no entanto bate nela quando se sente frustrado, cansado, ou quando quer que a criança obedeça? Qual é o exemplo do adulto que diz: “não pode bater no irmaozinho”, mas que na primeira demonstração de frustração não pensa duas vezes antes de erguer o braço e dar um tapa no filho?
A agreção não precisa ser apenas física (tapa ou palmada). Agreção verbal também afeta (e muito) o desenvolvimento emocional da criança. O grito, o xingamento e as comparações são tão prejudiciais quanto uma surra, e os danos que causam deixam marcas na alma. Existem pais que “nunca ergueram a mão para o (a) filho (a)”, mas não têm uma palavra amável para falar a criança ou não se fazem presentes na vida dela para que possam ser exemplo. Existem pais que só sabem exigir do filho a perfeição em tudo, e esquecem de vibrar com as pequena vitórias. Existem aqueles que não batem, não gritam, e não ensinam também. Aqueles que acham que ser bom pai e boa mãe é encher o filho de COISAS para suprir um vazio que foi criado pela ausência e negligência emocional dos pais.
O problema dificilmente é a criança que não obedece. O problema normalmente é o adulto que não se entrega. Bater na criança – ou negligenciá-la emocionalmente – é a saída mais rápida. A frase: “bater no filho dói mais no pai do que na criança” tira do ato de bater o real sentido da ação. Bater no filho é um sinal de total e completa falta de controle, falta de interesse em empregar tempo e paciência para ensinar o filho. Demora muito mais para ensinar a criança o caminho a ser tomado e a forma apropriada de agir sem recorrer a palmada. Exige muito mais dos pais ter que pensar sobre outras maneiras de corrigir e disciplinar a criança sem precisar agredí-la fisica ou emocionalmente. No entanto, eu posso falar isso por experiência (tanto como filha quanto como mãe), o que mais ensina a criança é o exemplo que damos nas situações mais corriqueiras da vida. A forma como tratamos os outros e o ambiente, a maneira como nos relacionamos em casa, são as melhores lições que poderíamos dar aos nossos pequenos. E eles estão aí, prestando toda a atenção do mundo e pedindo para nortearmos suas vidas.
Há um provérbio que diz: “Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele.” Provérbios 22:6. Esse ensinamento me serve como uma promessa. Aquilo que ensinarmos à criança, ela carregará consigo por sua vida. Ela pode crescer tendo como exemplo o respeito e o amor. E pode crescer tendo como exemplo o medo. Qual é o caminho que estamos preparando para nossas crianças?

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

O que eh o Infinito?


Enquanto aluna de matematica, eu sempre me perguntei sobre o significado real (concreto) para o simbolo do infinito. Aquele oito deitado sempre me intrigou.
Antes de ontem, na hora de dormir, estavamos Kiyo e eu falando sobre o amor. Eu sempre repito inumeras vezes sobre o quanto eu o amo. Sussurro ao seu ouvido enquanto ele dorme, e varias vezes ao dia sem motivo aparente. Eu acho que eh importante demais que ele saiba expressar seus sentimentos, e quero que ele tenha o meu exemplo nisso.
Eu o perguntei quanto ele me ama, pensando naquele livrinho do papai coelho que disse ao filhote coelhinho que o amava ateh a lua (ida e volta). Ele prontamente respondeu: "um tantao assim, mamae!" e ergueu os dois bracinhos pra cima, como se medisse algo. Perguntei se ele sabia o tamanho do meu amor por ele. E ele disse: "Qual eh?" E eu, na hora, lembrei do "infinito". E disse: "Meu amor por voce, Kiyo, eh infinito!"
Ele sentou na cama com uma carinha de indagacao e perguntou o que era o infinito. Lembrei entao do simbolo. Fiz o simbolo com as maos, e disse: "Eu te amo esse tanto, Kiyo!" E ele perguntou: "Mas o que significa o infinito?" Eu disse que infinito eh algo sem fim, que nunca termina. E ele, contentado com a resposta, me abracou e disse: "eu tambem, mamae!"
Assim, dormimos abracados... e no entrelacar dos nossos bracos, o infinito se formou!

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Kiyo Roqueiro...

Animal (dos Muppets): seria essa a ideia?
Depois de contar as moedas que estavam acumuladas em seu porquinho, Kiyo foi com a mamae e a vovoh ateh a loja de brinquedos que fica na frente do nosso condominio. Ele poderia comprar um brinquedo com o seu dinheirinho.
Apos andar a loja toda, brincando e experimentando seus brinquedos favoritos, Kiyo me pegou pela mao de forma decidida e disse: "Mamae, eu sei o que eu quero!" E assim fomos ateh o fundo da loja. Lah ele apontou: "Eu quero uma bateria."

Simples assim...
Imagino como vai ser quando ele tiver a quantia suficiente para comprar uma bateria!

http://www.youtube.com/watch?v=TaXCQ_wZidU&feature=related

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Agenda livre para brincar...




Quando eu era crianca, minha maior obrigacao (tirando ir a escola por meio periodo) era de brincar, explorar a vida e curtir os dias junto da familia. Minha mae e meu pai tinham que trabalhar, mas nos tinhamos a sorte (ou melhor bencao) de ficar com a voh e vo. Nossas tardes eram rotineiras, sim. Nao viviamos numa anarquia simplesmente por nao ter o regimento escolar e as agendas lotadas de atividades extra-curriculares. Se iamos a escola no periodo da tarde, nossa manha iniciava com um gostoso cafe, sem muita pressa. Se as funcoes academicas eram pela manha, nossas tardes se resumiam em brincadeiras. Nas ferias? Podiamos escolher o que fazer. Lembro bem da minha vo inventando brincadeiras e atividades para nos 3 (ou 4) em dias de chuva, com direito a bolinho de chuva e tudo. Em todo esse tempo, poucas eram as atividades extra-curriculares regimentadas. Brincar era a palavra de ordem. Ser crianca era muito bom!

Quando o Kiyo comecou na escolinha, aos 3 anos e meio e por vontade propria, recebemos inumeros convites para que o matriculassemos em escolinhas de futebol, baseball, artes marciais, etc... A intencao eh ocupar as horinhas dele com o maximo de atividades possiveis. Mas para que isso? Quem foi que instituiu que criancas precisam de agendas cheias para terem rotina?

Kiyo acorda as 6:30 da manha. Toma cafe e nos arrumamos para irmos a escola. Todos nos vamos (de bike) pra escola (ele pra dele, e nos para a nossa). As 2 da tarde, pegamos o Kiyo na escola e (em nossas bikes) voltamos pra casa. As vezes, apenas um de nos vai busca-lo na escola. Porem, a norma eh que temos as tardes LIVRES para brincar com o Kiyo. A gente corre em volta do condominio, anda de bike, vai a praia ou a piscina, joga bola... a gente tambem pinta, brinca de massinha, assiste filme... pausa pra um lanchinho devidamente preparado por nos mesmos... tem vezes que vamos a biblioteca, ao parque ou ao shopping... e quando dah, se sobra um tempinho, Kiyo vai junto as nossas idas a campo, como assistente ofical da equipe.

Para algumas pessoas, crianca com a agenda lotada nao tem tempo pra "pensar besteira". Nos achamos que crianca com a agenda lotada nao sabe o que fazer quando tem tempo livre, nunca exercitou a criatividade, nao consegue curtir um filme sossegada com as pernas pra cima... essas criancas aprendem desde muito cedo a viver na roda viva, na correria do dia-a-dia. Quando perceberem, jah nao serao mais criancas, e nao terao vivido o melhor tempo da vidinha delas. Criancas de agenda lotada tambem sao indicativos de pais com agendas lotadas.

 Nao entro no merito de pais que tenham que trabalhar fora. Nos tambem trabalhamos (estudamos) fora, no entanto o tempo que temos com o Kiyo eh um tempo bem vivido. Podemos dizer que curtimos cada momento da melhor forma que pudemos. Ok, nao quer dizer que ele nunca brinca sozinho ou que sempre estamos monitorando todas as atividades dele. Ha momentos em que apenas observamos, ouvimos suas conversas imaginarias. Sua vida nao se resume a uma lista de atividades pre-agendadas, cronometradas ou supervisionadas. Ele eh livre para brincar do que quiser (dentro dos limites de seguranca, eh obvio). Deixamos que a criatividade dele corra solta.

Quem sabe, daqui ha alguns anos (se ele quiser), o Kiyo entre em algum esporte ou atividade extra-curricular. Por enquanto preferimos que ele tenha a agenda livre para ser crianca em tempo integral.