sábado, 18 de novembro de 2017

Quantas vezes você diz "eu te amo" para seu filho ou filha?



Kiyo está acostumado a ouvir isso de mim. Nunca deixei de dizer. Algumas vezes acho que ele responde “eu também” de forma automática, sem pensar muito, mas nunca disse a ele que o amo para que ouvisse uma resposta.
Desde pequena, eu assumia que meu pai me amava. Era como se eu soubesse sem ter ouvido isso diretamente dele. Ele é meu pai, e como tal deve me amar, certo? Nunca entendi essa coisa de amor condicional. Para mim, amor de pai e mãe – filho e filha sempre foi algo incondicional e para sempre. Então, apesar de não lembrar quando eu ouvi “eu te amo” do meu pai, suas atitudes sempre me mostraram isso. Seu cuidado me mostrou isso por todos esses anos.
Um dia, perguntei a ele: “Kiyo, como você sabe que eu o amo?” E ele, sem piscar, respondeu: “Porque você me diz isso todos os dias.”
Foi nesse momento que eu lembrei do meu pai, que não precisava me dizer isso todos os dias, e pensei… será que minhas atitudes seriam suficientes para mostrar ao Kiyo que eu o amo incondicionalmente? Que ele não precisa fazer nada para ter esse amor? Será que eu preciso dizer “eu te amo” todos os dias?
Não sei. Nunca consegui não dizer “eu te amo”. Sai automaticamente.
Não precisamos dizer “eu te amo” para que nossos filhos saibam do nosso amor. Existem pessoas que dizem “eu te amo” constantemente, mas suas atitudes digam o oposto. Fazem isso “da boca pra fora”. Mas eu continuo dizendo, e continuo agindo. Espero que ele encontre sua forma de demonstrar seu amor ao próximo. Espero que ele saiba agir para que seu sentimento seja visto com sinceridade.
No mais, eu me conforto na certeza que ouvi em sua resposta: “Lógico que eu sei que você me ama, mamãe! Você me diz isso todos os dias, várias vezes por dia!”