segunda-feira, 8 de setembro de 2008

What is going on in our lives???



Our lives have been quite busy ever since the little Kiyo came along. He is growing so fast, and developing so well that we can only be very thankful to God!
Kiyo's update:
He is now almost 16 months old. He is walking (running) everywhere. His favorite game is to run after the kitty cat. Poor kitty does not know what to do and looks at us in despair.
He loves to play ball and the guitar. He loves music! He does not like to change his diaper, and cries as if someone was going to pull all his teeth at once. He already understands everything we tell him, contrary to what his Grandma says when he gets time-out for being a little brat.
He eats almost everything. People look at us like we are some kind of ET with 3 heads because we refuse to give him white sugar, or sweet stuffs like candy and chocolate or even sodas. We do not really care because we have all the support from his doctor and dentist on our choice. He loves to eat "bolinhas", which means anything that has the shape of a little ball (or even close to one).
He eats a lot of fruit, bread, veggies, rice, pasta, meat and eggs. He loves pancakes too. He cannot have any dairy products as of yet, according to his pediatrician. It is fine by me!!! We are still breast feeding, and Kiyo shows us everyday how worthy it is to keep on doing that! He has not had any type of infections that requires antibiotic treatment.
He learned that in order to open the door in the bathroom, he needs to turn the door knob. So, he got the couch pillow and put it in front of the bathroom door, climbed on top of the pillow and tried to reach the knob. He got a little frustrated when he was not able to reach. So he sat on the floor, and pulled the pillow away. He is constantly trying new things...
We will come back with more news from Kiyo's land!!!

Beijos,
Dani

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Amamentação



Antes do Kiyo nascer, eu ouvia muitas pessoas (mães experientes) que me assustavam um pouco sobre a amamentação. Apesar disso, eu sabia (meio que instintivamente) que isso era muito importante para ele. Então, fiz tudo como manda o figurino no pré-nascimento.
O Kiyozinho nasceu de cesárea 3 semanas antes do previsto. Isso por conta da minha dita pressão (que normalmente não incomoda), mas que no último mês resolveu dar o ar da graça de forma bem inconveniente. Tive (acho) ameaço de eclâmpsia.
No hospital, eu dava o peito e ele chupava. Dormia, e eu o acordava para ele não perder a mamada e ficar chupeitando. Doía para burro, mas vamos lá... é importante! As enfermeiras me orientaram para colocar o bico inteiro na boca do bebê, o que em si era uma briga. De qualquer maneira, saí do hospital achando que estava tudo beleza. Na primeira noite em casa, tive minha surpresa. De repente, a maternidade não era aquele mar de rosas que eu experimentei até então... Conheci então o lado lacrimoso de ser mãe...
O mais triste e dolorido para uma mãe é ver seu filho chorar desesperadamente e não saber o que fazer. A primeira noite em casa com o Kiyo foi para mim o pior martírio... eu não sabia o que fazer, meu marido precisava dormir para trabalhar no dia seguinte (ele é autônomo, e não tem licença), e de quebra ficava ouvindo a velha ladaínha do "você não tem leite!". Eu chorei a noite inteira, e tive que ouvir me dizerem que o Kiyo chorava de fome, e que sua barriguinha roncava de fome. Pensei: "que tipo de mãe que eu sou? Não posso deixar meu bebezinho tão pequeno passando fome." Tentei tirar leite na bomba, e acho que devido ao stress e tudo mais, não saiu nem 1ml. Acho que esse choro do bebê doeu muito mais que os pontos da cesárea.
Eu estava desesperada (e acredito que foi ali que entrei em depressão). O meu marido disse que não deixaria o bebê chorando de fome mais tempo, e que se eu não resolvesse com o pediatra o tipo de leite a ser dado (leite artificial), ele sairia e compraria na farmácia o que tivesse lá. Consegui falar com o pediatra, e ele recomendou Isomil. Jamais dê o NAN, disse o pediatra. Ele disse outra coisa: o bebê tem reservas para 7 dias, mas já que você está desesperada vou recomendar esse. Assim o Kiyo começou, no seu 4º dia de vida, a tomar Isomil como complemento. A cada mamadeira que ele tomava de goladas, eu me sentia mais deprimida.
Ouvia algumas pessoas comentando que eu deveria dar o peito, outras que não devia deixar ele chorar tanto ao tentar dar o peito, e assim cada comentário ia me frustrando cada vez mais.

Minha mãe (graças a Deus) e meu pai (silenciosamente) foram meu apoio nessa hora. Algumas amigas também me ajudaram, relatando suas experiências. O pediatra me receitou um calmantezinho, e disse para eu relaxar. Eu passei a contar os dias como + 1 dia que eu havia conseguido amamentar um pouco. Ficava feliz quando o Kiyo mamava mais do que duas vezes no peito. Eu me sentia como aquelas pessoas que participam do AA, e que dizem que vão ficar +1 dia sem beber. Eu pensava que ia ficar apenas mais um dia tentando. Que aquilo tudo era demais para mim, e que eu não teria forças para suportar. Eu passei até a me forçar a pensar que deveria ser bom que o Kiyo estava mamando na mamadeira. Porém, incrivelmente e milagrosamente, a cada dia eu juntava mais forças! E os dias foram passando...
Quando o Kiyo fez 2 meses, fui com minha mãe e meu pai na Livraria da Gestante por recomendação de um amigo dela cuja filha estava passando pela mesma situação que eu. Saí de lá com a determinação de lutar com todas as minhas forças para vencer a batalha da amamentação. Conheci a relactação, e apesar de usar leite artificial no processo, me sentia melhor com tudo. O leite passou a fluir mais, e as mamadeiras ficaram cada dia mais espassadas. De repente, uma latinha que durava 4 dias passou a durar 5, 6, 7, 10... Porém, a realização maior foi quando, na minha formatura, consegui deixar uma mamadeira das grandes de leite materno (purinho). Tudo bem que isso foi resultado de alguns dias de ordenha. Aliás, essa palavra me fazia sentir muito mais mamífera... hahaha...
Hoje o Kiyo está com 1 ano e 3 meses (quase 1 ano e 4 meses). Ele mama muito. Ele pede para mamar, senta no meu colo e vai se aninhando apontando para o peito. É fofo demais!!! Eu me orgulho disso!!!
Não conseguimos a amamentação exclusiva até os 6 meses, mas no que depender da gente vamos conseguir prolongar até pelo menos os 2 anos. Existem pessoas que torcem o nariz para isso. Eu não ligo!!! Aprendi com amigas que a gente pode fazer cara de paisagem (não é mesmo pessoal da Bestbaby?), e eu já até tenho algumas respostinhas prontas do tipo: O Kiyo vai mamar até o dia em que ele disser que não quer mais e que tá indo pra balada!
Mãe é mãe... nem menos, nem mais... apenas mãe!
Beijos a todos...

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Musicalidade à flor da pele...


Desde sempre o Kiyo é apaixonado por sons. Isso pode ser por causa da quantidade de música que eu ouvia durante a gestação. Estava sempre cantarolando ou ouvindo alguma coisa.
O Kiyo não tinha nem 1 semana de vida, e já se acalmava ao som de solos de guitarra e violino de "sua banda favorita" de rock alternativo Sigur'Ros. Sua música favorita aparece no vídeo que fiz com fotos mostrando seu 1º ano de vida. Ele podia estar berrando, inconsolavelmente, e era o Jeff colocar a música no computador para ele parar instantâneamente.
Depois que ele cresceu um pouquinho, não podia ouvir qualquer tipo de música que começava a "dançar". Teve uma vez que ele ouviu na TV o Hino Nacional Brasileiro e começou a sacudir a sambiqueira. Coisa mais primorosa de se ver!!!
Não preciso nem dizer que seu brinquedo favorito é um violãozinho de plástico do R$1,99 que a vovó (mui sabiamente) deu para ele. Ele fica horas brincando. Quando vamos à casa da vovó, o Kiyo entra direto para o quarto do tio Dedé, onde está o grande violão com cordas de verdade! Ele mexe nas cordas com toda delicadeza que lhe é possível, e canta como se tivesse compondo algum rock-pauleira. Ele inclusive fecha os olhinhos e balança as perninhas... coisa mais linda do mundo!!!
Então... não sei se teremos um futuro Mozart ou Beethoven na família, mas sei que teremos alguém que tem profunda admiração pela música.
O Kiyo poderá ser o que ele quiser. No que depender de nós, ele terá o céu como única limitação para atingir seus sonhos!!!
Beijos,
Dani

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Aventuras do Kiyo




O Kiyo está a cada dia mais engraçado, esperto e com jeito de moleque travesso. Para mim, uma descrição certeira do Kiyo é a do "Menino Maluquinho" do Ziraldo.
Desde que ele nasceu, já nos divertimos bastante com seu desenvolvimento. Ele não queria saber de deitar (nem mesmo no hospital), e se torcia todo quando alguém teimava em segurá-lo no colo deitado.
No dia da consulta do primeiro mês no pediatra, fomos todos bem faceiros com o Kiyo em seu moisés (ainda não tínhamos a cadeira do carro, ops). Ao chegar na clínica, perguntei ao Jeff se não seria melhor tirá-lo do moisés. O Jeff disse: "não, é mais seguro levá-lo na cestinha." Pegou a cesta, a chave, a mochila, e mais sabe lá o que. De repente, a cesta escapa da mão dele, e o pequeno Kiyo, que dormia tranquilamente, rolou para a grama entre o meio-fio e a calçada. Eu congelei... Quase tive uma parada cardíaca. Só depois que o Jeff já estava com ele no colo (cerca de meio segundo depois da queda), e já estava limpando o rostinho do Kiyo (que acordava naquele instante) foi que eu consegui me mexer.
Ainda bem que estávamos na porta do médico. Quando entramos pra consulta e fomos tirar a roupinha do bebê, começaram a sair formiguinhas e joaninhas das cobertas. Até uma abelinha nativa (sem ferrão) foi encontrada vagando pelas cobertas do Kiyo naquele dia.
E assim foi a primeira aventura do Kiyo com seu papai maluco e sua mamãe doidona.
Beijos a todos...
Dani e Kiyo

domingo, 31 de agosto de 2008

Histórias de uma mãe... amor incondicional (a história continua)

Dia 17 de maio de 2007...
Mal consegui dormir naquela noite. Falei com minha mãe e ela ficou de ir comigo para a maternidade no dia seguinte. O Jeff só chegaria a tempo de ir direto para lá, e não poderia ir comigo.
As roupinhas do Kiyo já estavam todas guardadas na malinha dele. E as minhas já estavam separadas.
Almocei cedo, e fui com a minha cunhada até a casa da minha mãe. Lá, eu deixei as minhas bagagens e fui até o centro para o salão. Queria ir arrumadinha para o hospital, e fui fazer as unhas.
Voltei com minha mãe até a casa dela para pegar as coisas. Tinha que estar na maternidade às 18horas.
Entrei no quarto do hospital às 18:45, e já foram lá me avisar para ir me preparando para o parto. EU estava tranquila. Só um pouco apreensiva... afinal seria uma cirurgia. O pessoal da maternidade foi muito atencioso e isso me deu muita segurança. Quando eu saí para o centro cirurgico, o Jeff ainda não tinha chegado. Fui sozinha... já que o Jeff não queria assistir, eu não ia forçar e não queria outra pessoa lá também. Hoje questiono esse posicionamento também.
Lembro bem que o anestesista chegou, me preparou para a anestesia e disse para eu sentar. Sentei e ele disse que iria aplicar a anestesia e que era para eu relaxar. Daí ele me falou: "vamos deitar?" E eu: "Peraí, mas você não ia aplicar a anestesia?" E ele disse que já tinha aplicado. Não senti nem a picada!
Fiquei o tempo todo monitorando minha pressão, que se manteve estável, e conversando com a Drª. Todos foram muito legais comigo. Isso me fez sentir melhor!
De repente, às 20:07 do dia 17 de maio de 2007, ouço pela primeira vez o som mais maravilhoso do mundo! O choro do meu filho!!! O Kiyo nasceu!!! Pesou 2kg400g e mediu 45cm. Era um risquinho de gente, mas perfeito!
A perfeição da criação divina se concretizara ali!!!
O pediatra dele, grande amigo nosso, veio me dizer que ele estava ótimo. Colocou-o bem pertinho do meu rosto ainda meladinho, e eu pude sentir seu cheirinho pela primeira vez.
Naquela noite não consegui dormir! Olhava para seus olhinhos arregalados me olhando. Ali estava o amor incondicional que tanto ouvi falar! Transborda de dentro da gente que não temos ação.
Minha vida mudou naquele instante... todos os meus preconceitos foram por terra, e passei a viver intensamente por aquele serzinho.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Histórias de uma mãe... amor incondicional


Outubro de 2006:
EU estava viajando, num Congresso de Mastozoologia (mamíferos) em Gramado-RS. Estava bem, mas por algum motivo sentia meu estômago embrulhar cada vez que sentia o aroma do café recém-passado. Nos últimos dias do evento, eu já não conseguia tomar café ou comer nada muito diferente. Porém, depois de 11 anos de casada eu nem cogitei a possibilidade de estar grávida. Pensei que fosse uma simples indisposição devido ao tumulto da viagem e das palestras. Voltei de viagem no dia do meu aniversário (08/10), e fomos jantar fora para comemorar. Mal consegui comer... Foi então que parei para pensar sobre quando tinha sido a última vez que tinha menstruado. Não lembrava... e resolvi comprar o teste de farmácia por "desencargo de consciência". Para minha surpresa, foi a primeira vez que o teste deu positivo. Fiquei sem fala, sem poder respirar, sem ação ou reação. No dia 16/10 eu fiz o Beta HCG. Positivíssimo. Não poderia estar mais grávida que aquilo. Chorei, dei risada, não sabia para quem contaria primeiro... Liguei pro Jeff.
O Jeff reagiu de uma forma bem indiferente. Na verdade, ele havia ficado muito preocupado devido a nossa situação financeira. Eu, que esperava conforto, fiquei me sentindo desamparada por ele, abandonada de verdade. Ele olhava para mim como se eu tivesse planejado tudo e não tivesse contado nada para ele. Sentiu-se traído! Na verdade, estávamos era nos adaptando a nossa nova realidade.
O primeiro ultrassom foi mágico. Pena que o Jeff não participou do momento, mas não podia forçá-lo a gostar da situação. Ele demorou muito mais do que eu para se adaptar. Para mim, foi instantâneo. O amor fluiu em mim no instante que peguei o resultado do teste. Já sentia algo diferente dentro de mim. No entanto, não foi até o primeiro ultrassom que eu realmente me senti mãe! Lembro com emoção do momento em que o médico colocou o barulho do coraçãozinho do meu bebê para que eu pudesse ouvir. Isso até hoje arrepia. Minha mãe me acompanhou em quase todos os exames. Ela sempre foi meu apoio nesse momento.
Os nove meses passaram muito rápido. Quando me dei conta, já estava com barrigão. Nossa! E eu nem vi a barriga crescer. Não aproveitei cada chute. Eu estava vivendo um momento muito louco. Final de faculdade, final de estágio, final da linha...
16 de maio de 2007:
Pela manhã eu tinha uma reunião de trabalho com um grupo de conscientização que organizei. Almocei com minha coordenadora, e fiquei até umas 14 horas no escritório. Meus planos eram organizar tudo naquela semana para poder ganhar meu bebê tranquilamente. Às 15 horas tinha marcado horário na maternidade para uma visita. Ainda faltavam 3 semanas para a DPP, mas eu queria conhecer o local onde meu filhote ia nascer. Já tínhamos decidido o nome dele, mas não havíamos dito a ninguém. Era um segredo nosso. Nessas alturas o Jeff já estava acostumado com a idéia de paternidade, e estava bem mais participativo. Eu não forcei nada, e quando ele disse que não queria assistir ao parto fiquei tranquila.
Visitei a maternidade e fui caminhando com meu barrigão até o consultório da minha obstetra. Eu me mantive o mais ativa possível durante a gravidez toda. Chegando lá, minha pressão estava alta e muito próxima uma da outra. A Drª pediu um ultrassom com doppler e disse: "Vamos marcar sua cesárea para hoje!" Eu fiquei feliz, nervosa, anciosa, temerosa... Não pensava que seria assim... Queria muito que fosse natural, mas ela me disse que a pressão a preocupava. E que seria melhor fazer a cesárea antes que houvesse alguma complicação maior. Hoje em dia, eu me pergunto se seria mesmo necessário.
Pedi que marcássemos então para o próximo dia após meu marido voltar de uma viagem à trabalho. Ficou então marcada para dia 17 de maio às 20:00 horas.

sábado, 23 de agosto de 2008

Antes e depois da maternidade...
Participando de uma lista de mães, o tema "amigos antes e depois dos filhos" surgiu.
Muitas pessoas me diziam que a vida muda após a maternidade. Eu sinceramente não compreendia essa mudança. Não entendia como que pessoas esclarecidas e adultas podiam de uma hora para outra simplesmente apertar um botão interno e passar a viver uma vida completamente diferente daquela que viviam anteriormente. Não compreendia mesmo.
Hoje em dia vejo a maternidade como sendo uma metamorfose pela qual passamos. É claro que algumas pessoas não enxergam assim mesmo tendo filhos. No entanto, a metamorfose acontece. É como a lagarta que se transforma numa linda borboleta após um longo tempo de transformação.
A vida que se levava anteriormente não era melhor ou pior. As escolhas feitas anteriormente não são mais ou menos inteligentes, nem os assuntos são mais ou menos relevantes.

Durante uma conversa sobre o tema com meu marido, ele sabiamente me disse: "Dani, a gente não deixou os amigos de lado, apenas realinhamos nossas prioridades." Hoje, nossa prioridade não é sair com os amigos para comer pizza ou ficar assistindo filme na casa dos amigos até de madrugada. Nossa prioridade tem nome e certidão de nascimento. Nossa prioridade única e exclusiva é o bem estar do Kiyo.
Existem algumas pessoas que ousam dizer que os filhos são quem devem adaptar-se ao rítmo de vida dos pais. Eu digo o seguinte: essas pessoas não sabem o que é mater-paternidade... Pode ser que este estado do conhecimento delas seja temporário como o meu foi. E em breve estarão dando graças a Deus pelo presente único e absoluto de ter uma prioridade como a minha!
Beijos...
Dani