sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

2009: Ano da Mudança!!!

O ano de 2009 nem bem entrou e eu já disse ao Jeff em alto e bom tom: "Esse será um ano de mudanças". Quando disse isso, imaginava que nossa mudança seria de alguns quilometros, ali para o centrinho de Campo Magro. Mal sabia eu que estaria digitando essas linhas, em pleno 08 de janeiro de 2010, de Pompano Beach na Florida.
Nossa vida deu uma reviravolta imensa, mas tudo começou quando levamos um calote após 14 meses de trabalho em um desenho animado para uma editora dita "cristã" que por sinal é de uma família de "amigos da igreja". Isso foi em 2005. Depois do trabalho finalizado, revisto, lançado e sendo vendido como água nas lojas evangélicas, a editora se negou a pagar o valor pendente referente a uma ajuda de custo. Não bastasse esse calote na empresa, descobrimos que o nosso então sócio (que também era "amigo da igreja") estava trocando mensagens secretas com os caloteiros colocando assim a empresa em situação bem complicada. Descobrimos também que as pessoas que considerávamos como família não passavam de meros conhecidos. E que no momento de crise, quando precisávamos, eles nos viraram as costas.
Depois disso, parece que não conseguimos nos erguer. Parece que cada passo que andávamos para frente, voltávamos uns dois ou três para trás.
De minha parte, consegui muitas vitórias. Consegui terminar a faculdade, fazer uma especialização...
Em 2006, bem no meu aniversário, descobri o milagre de Deus em minha vida... estava grávida! Após o susto inicial, afinal não estávamos esperando ou planejando nada, passei a curtir tudo sobre o meu estado. A barriga até hoje dá saudades e de vez em quando eu sinto um mexer inconfundível dentro de mim, como se fosse um flashback.
Em maio de 2007 nasce o nosso pequeno herdeiro. O Kiyozinho nasceu de cesárea por falta de conhecimento meu. Eu acreditava que algumas condições pediam sim a cirurgia, mas não fui me informar melhor a respeito e não soube impor minha vontade de dar a luz. Enfim, dou graças a Deus pela vida do meu filho, que chegou saudável e muito amado!
Em novembro de 2008 decidimos que iríamos sair da casa da minha sogra. Após o nascimento do Kiyo, sua atitude mudou muito. Passamos a ter problemas de convivência que antes não existiam. Parecia que havia uma necessidade dela em contrariar aquilo que acreditávamos e duvidar da nossa capacidade de sermos pais e educar o nosso filho. A situação ficou insuportável e eu dei o ultimato. Em menos de uma semana arrumamos um lugar para alugar em Campo Magro. Era um lugar mágico que me fazia sentir muito bem. Só que a casa não era habitada há alguns anos, e não podíamos mudar do jeito que estava. Precisávamos arrumar. Foi então que começou a nossa saga. Quando achávamos que íamos mudar, algo acontecia e não dava certo. Parecia que estávamos andando num pote de melado. Não conseguíamos terminar a arrumação e deixar a casa em estado bom para morar.
Junto com isso, estávamos montando uma associação de educação ambiental. E isso também parecia que não ia para frente. Tínhamos inúmeros planos, mas parecia que nada ia vingar.
Até que em 2009, no aniversário de 2 anos do Kiyo, uma conversa mudou a nossa vida. Abriam-se portas que acreditavam que estavam fechadas desde 2003 quando voltamos ao Brasil. Nossa situação no Brasil estava complicada. Acabamos entrando em dívidas que não conseguimos pagar e virou uma bola de neve sem fim. Quando a oportunidade de voltar aos EUA apareceu, parece que foi a nossa chance de dar a volta por cima, passar uma borracha em tudo de ruim que nos aconteceu e recomeçar uma vida melhor para o nosso filho.
Devo confessar que fiquei apreensiva. Não queria largar tudo e aventurar. Não podia fazer isso com o Kiyo e nem comigo mesma. Não queria largar o conforto da minha família. Então comecei a colocar inúmeras condições para a nossa ida. Todas as condições que eu impunha eram derrubadas. Ao mesmo tempo fui percebendo e analisando todos os prós e contras de nosso retorno aos EUA. Analisamos as razões que nos levaram ao Brasil novamente e verificamos que nossas expectativas foram frustradas. Dos amigos que acreditávamos ter por lá, poucos restaram e mostraram-se fiéis a nossa amizade. Sim, fizemos novas amizades, mas essas manteremos independente de onde estivermos. A família extendida estará sempre presente, mas nosso núcleo familiar não estava seguro onde estávamos. Sentíamos medo de sair à noite. Insegurança deixa a gente com mais medo e o medo paralisa. Eu não queria que o Kiyo crescesse com medo.
Então criamos coragem e dia 02 de novembro de 2009 embarcamos para a nova vida que nos aguardava. Sabemos que as coisas não serão um mar de rosas, mas estamos confiantes que as dificuldades iniciais estão apenas nos fortalecendo. Acima de tudo, estamos seguros. Talvez não ainda financeiramente, mas estamos seguros... Muitas oportunidades podem dar certo quando estamos abertos para recebe-las. A mudança se faz necessária, dói e fortalece. Hoje eu tenho certeza que foi melhor. Hoje eu ainda tenho medo, mas não o medo que paralisa. Hoje eu considero melhor as oportunidades para ver quais realmente serão proveitosas. Hoje, dia 08 de janeiro de 2010, eu posso dizer que sim... 2009 foi o ano da mudança. Essa mudança foi como a metamorfose da lagarta... que precisou passar por um momento de dor para se transformar em uma linda borboleta.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

5 Coisas que não sou, gostaria de ser, mas arrisco...

5 coisas que não sou, gostaria de ser, mas arrisco...


1. Confiante. Nesse momento da minha vida muitas coisas me parecem incertas e isso me incomoda. Confio, mas gostaria de poder deixar rolar...


2. Habilidosa artisticamente... essa eu nem arrisco!


3. Dona de Casa. Eu até tento, mas não consigo fazer almoço, varrer a casa e cuidar da roupa tudo ao mesmo tempo.


4. Decidida. Meu maior problema é a indecisão... nunca sei o que fazer e acabo não fazendo é nada.


5. Organizada. Sou a rainha da bagunça!



Quem me passou isso foi a Ana Sixx do blog Paz e Amor. Legal!!!

Quem quiser, pode responder...

quarta-feira, 10 de junho de 2009

2 anos de Boogie-Boogie














Gente...
Estou há algum tempo ensaiando para relatar o aniversário de 2 anos do Kiyo. Foi um momento muito especial, lindo, mágico, único...
Preparatórios: Estava há alguns meses já bolando como seria a segunda festinha de aniversário do Kiyo. Gostei tanto da primeira, que foi bem a nossa cara, que queria repetir a dose. E (lógico) melhorar muita coisa! Sabia que queria fazer algo caseiro, familiar e descontraído. Nada desses buffets impessoais. Inicialmente, queria fazer na casa nova (estávamos para nos mudar desde janeiro, e o aníver seria em maio). Só que a medida que a data do aniversário se aproximava, eu tinha mais e mais certeza de que não seria na casa nova. Então, fomos visitar uma chácara lá em Campo Magro, onde eles oferecem o espaço para eventos, tem churrasqueiras, espaço para a criançada correr, cavalo para andarem, redes para dormir um pouco, muito contato com a natureza e tudo mais. Era o lugar perfeito! Então decidimos: faríamos um churrasquinho bem familiar para os parentes e teríamos o bolo e outros quitutes para os demais convidados. Lá em casa, reunião familiar significa no mínimo 30 pessoas. Tudo é motivo de festa! Meus pais se encarregaram de encomendar os espetinhos de carne para o almoço. Encomendei um bolo MARAVILHOSO da filha da minha vódrasta. Encomendamos alguns sanduiches assados. Fizemos cookies de aveia, passas e amendoim, gelatina e salada de frutas. Para beber tinha suco de caju e de uva. Quem quisesse beber outras coisas, poderia comprar direto do restaurante no local.














A festa foi num domingo de muito sol e um pouco frio. Chegamos no local às 10:30 da manhã pra preparar as coisas pra festa. Contamos com a ajuda maravilhosa de algumas pessoas queridas. Cris, José Augusto e João Augusto foram incríveis em colocar ordem na coisa! O vovô Dudu e a vovó Ana foram maravilhosos em providenciar praticamente TUDO e não deixar faltar nada para que tívessemos um domingo abençoado. Aline, minha querida amiga, encheu os balões pra deixar tudo mais colorido e alegre! Todos foram verdadeiros anfitriões!!!

O Kiyo estava muito feliz. Corria de um lado pro outro, recebia os convidados e abria seus presentes feliz da vida. Ele brincou com todo mundo.




































As crianças se divertiram bastante com as lembrancinhas que receberam: um potinho de bolinhas de sabão e uma cartela de adesivos. No fim, todos os convidados estavam brincando com as bolinhas. Foi bonito de se ver.

No meio de tanta alegria, resolvi perguntar ao Kiyo o que ele estava achando de tudo aquilo. Então, eu me ajoelhei na frente dele e, olhando bem nos seus olhos brilhantes, perguntei:
"Baby, você está feliz
?" E ele, da forma mais autêntica possível, respondeu: "É!"
Para mim, isso valeu todo o esforço!
Ano que vem tem mais!!!
Beijos a todos...

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Escolhas...

Eu sempre me considerei uma pessoa de sorte por ter tudo que tive. Meus pais não podiam cuidar de mim quando era pequena, pois tinham que trabalhar para me dar conforto. No entanto, eu tinha meus avós que me enchiam de amor. O esforço de meus pais e os cuidados de meus avós me moldaram para ser uma pessoa que busca o equilíbrio das coisas na vida.
Quando casei, aos 18 anos, queria conhecer o mundo. Bom, cheguei até os EUA. Moramos lá por 7 anos e voltamos ao Brasil. Foi uma experiência muito válida e boa que me ensinou a não ser absoluta nas minhas escolhas. Voltamos ao Brasil, conclui uma faculdade e obtive um título. Tive a honra de me tornar mãe aos 29 anos. Esse momento foi para mim uma transformação, uma metamorfose. Não pensava que tivesse nascido para ser mãe, nem que a maternidade fosse algo inato da mulher. Eu pensava em ter filhos, mas não pensava necessariamente em parí-los. Daí o Kiyo surgiu na nossa vida. Depois de 11 anos de um relacionamento a dois, passamos a ser três. O Kiyo veio sem pedir licença e chegou para ficar, aninhando-se confortavelmente no nosso coração.
Nossas escolhas então mudaram. Nossas decisões passaram a ser por nós três, enquanto família. Nossos desejos não eram individuais, mas sim familiares. Não digo que minha vida é melhor agora que sou mãe, nem me arrisco em achar que a maternidade me tornou uma pessoa melhor. Estou certa de que a maternidade me tornou diferente. Minhas percepções mudaram, minhas vontades mudaram, e eu mudei totalmente como ser humano. Não posso dizer que é melhor agora, pois eu não tinha o que tenho agora. E o que eu tenho hoje não era parte do meu viver antes.
Posso dizer que amadureci muito depois de sentir que alguém depende de mim. Sei que sou capaz de fazer muita coisa. Sinto-me muito poderosa em áreas que desconhecia, e ao mesmo tempo estou muito mais fragilizada em outras áreas que antes não me afetavam tanto.
Escolhi ser mãe integralmente, escolhi ser esposa até que a morte nos separe, escolhi amamentar até que o Kiyo queira, escolhi ser ativamente presente na vida dele. Escolhi oferecer aquilo que eu acredito ser mais saudável e melhor para meu filho. Espero que depois ele possa ser um ser humano consciente e tenha pulso para fazer suas próprias escolhas. Eu o amarei sempre, independente de quais sejam essas escolhas.
Essas escolhas não diminuem minha sensação de conquista feminina. Não sinto a necessidade de "lutar" constantemente por meus direitos de mulher. Eu sei quais eles são.
Não dependo do meu filho e marido para ser feliz, mas sou feliz tendo eles em minha vida. Amo de forma incondicional, e me entrego por completo sem esperar recompensas. Tudo que eu faço é por escolha própria, e ninguém além de mim é responsável por essas escolhas.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

As peripércias de Kiyo

A cada dia que passa eu me pergunto: Onde está o meu bebê? O Kiyo está cada dia mais independente, cada dia mais decidido e cada dia mais espuleta!! Só na semana que precedeu seu segundo aniversário ele me aprontou duas!!!
Primeira: Estávamos os três, em família, após o jantar assistindo ao filme Mary Poppins. O Kiyo gostou muito do filme. De repente, ele desce do meu colo e vai até a cozinha. Mexe em algo por lá, e correndo vai até o quarto. Ficamos só ouvindo... um silêncio! De repente, ele começa a gritar. Primeiro o grito é de leve. E vai se intensificando... Ele volta à sala correndo e nos encontra no meio do caminho para ver o que houve. Ele bate a mãozinha na língua desesperadamente. Quando entramos no quarto e acendemos a luz, verificamos que o travesseiro do Jeff está inteiro babado e ao lado da cama está o vidro de pimenta malagueta (ainda fechado, porém todo melado). Depois de quase morrer rindo da cena, pegamos o Kiyo e lavamos sua boquinha. Ele insistia em dizer: Hot, Hot! Tadinho!!!

Segunda: Nesta semana fez um tempo bastante frio aqui em Curitiba, e isso pede um foguinho na lareira. Numa noite dessas, o Jeff fez um foguinho. Sempre que fazemos fogo, falamos pro Kiyo que é "HOT" e que não pode tocar. Ele nunca encostou na brasa. Até que, nesse dia ele resolveu testar para ver se estávamos realmente falando a verdade ou se era conversa de pais chatos que não querem que ele descubra "as coisas boas da vida". Eu estava na cozinha preparando a janta quando o Kiyo veio até mim com o dedinho esticado dizendo: Hot, Hot...! Deve ter sido tão rápido que nem deu pra ver. Eu perguntei se ele havia encostado no fogo e ele: É! E depois da afirmação começou a assoprar o dedinho frenéticamente. Tadinho!!!

Com essas, e muitas outras que agora me fogem à memória, só tenho a dizer que preciso urgentemente comprar mais 2 pares de olhos para colocar nas costas!
CADÊ o MEU BEBÊ??????????
Beijos,
Dani

domingo, 19 de abril de 2009

Kiyo... simply Kiyo
















O Kiyo vai fazer 2 anos no mês que vem, e é visível como ele cresceu... Pode ser que nem tanto em tamanho, mas ele desenvolveu muito e lindamente nestes 24 meses.
Ele sabe muito bem pedir o que quer, mesmo sem saber expressar isso em palavras compreensíveis aos adultos. Ele entende muito bem quando alguém fala com ele, e tenta da melhor maneira ser agradável. No entanto, se algo o incomoda, ele também sabe mostrar!
Ele corre e corre por tudo, anda de triciclo, brinca de bola, toma banho de espuma todo sábado... Ele é uma criança feliz e saudável, que pode ser que não tenha muitas coisas materiais, mas tem muito amor de seus pais...
O Kiyo ama bichinhos de todo tipo. No seu vocabulário estão palavras como: muuuuu, miau, auau, cocó, tatá (cavalo), e outros bichinhos que ele conhece. Outra coisa que ele desenvolveu muito rápido foi sua coordenação motora. Ele consegue segurar no lápis ou caneta direitinho e já ensaia seus primeiro rabiscos. Ele fica todo concentrado no que está fazendo.













Seu aniversário é um momento de muita alegria na nossa casa! Nosso bebê está crescendo, e nós (graças a Deus) podemos acompanhar cada nova descoberta que ele faz. Isso é muito gratificante.
Depois de 24 meses de maternidade, minha metamorfose está apenas começando! Cada dia aprendo mais e cada dia amo muito tudo isso!
Beijos a todos...
Dani

quarta-feira, 25 de março de 2009

Comunicação

O Kiyo está com 1 ano e 10 meses. Ele fala várias coisas. Nós não conseguimos compreender tudo, mas sabemos que ele está conversando conosco. Ele usa muitos gestos e sons para comunicar aquilo que quer. E é bastante eficaz nisso!
Domingo passado: Kiyo estava na cozinha da casa da vovó Ana e do vovô Dudu (Duduuuu, como ele diz). Pega uma laranja na mão, e coloca na mão do papai. Pega o papai pela mão e o leva até a pia, onde aponta para uma faca que está em cima da pia (apenas o cabo da faca estava no seu campo de visão). O papai descasca a laranja e o Kiyo sai feliz da vida chupando sua laranja!
Que não seja por falta de palavras... o menino sabe se virar!
Beijos a todos
Dani