domingo, 7 de agosto de 2011

Kiyo e sua opiniao sobre nutricao...

Kiyo gosta muito de doces apesar de nao ter sido exposto a acucares, balas, pirulitos e essas guloseimas todas. Hoje, com 4 anos e 2 meses, ele come lah seus chocolatinhos, sorvetes e cookies uma vez ou outra. Entao esses dias ele solta essa:

- Kiyo, o que voce quer comer depois do almoco? 
- Hummm... eu quero, eu quero, eu quero (porque quando ele estah indeciso, ele repete a frase pelo menos 3 vezes...).
- Um cookie? - a vovoh emendou.
- Nao Manhoca! - ele logo se defendeu. - Cookies engordam! (Cookies make you fat!).


quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Kiyo e sua opiniao sobre a cesarea...

Hoje, como todas as noites antes de dormir, eu estava contando pra ele o tamanho do meu amor por ele. Eu disse: "Voce sabe desde quando que eu te amo?"
E ele: "Nao."
-"Desde quando voce era bem pequenininho e morava ainda na minha barriga!"
Daih ele me pergunta: "Mamae, voce me fez que nem coco? (Did you poop me?)"
- "Nao, Kiyo, nao foi assim..."
- "Entao voce quebrou a barriga para me tirar?"
- "Sim. O medico quebrou a minha barriga com uma faca para tirar voce de lah!"
- "Porque, mamae?"
- "Nao sei. Ele disse que precisava, e a mamae nao sabia muito bem das coisas. Ele disse que voce teria um dodoi se nao fosse assim."
Kiyo (indignado): "Eu nao gostei que ele quebrou a sua barriga, mamae. Nao foi legal. Isso me fez ficar doente."

Ateh uma crianca de 4 anos entende que "quebrar a barriga da mamae para tirar o bebe" nao eh normal, porque algumas pessoas insistem em achar que eh?
Beijos
Dani

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Saudades...

Gente,
Nao gosto mesmo de sentir saudades, mesmo quando eu sei que as pessoas estao a algumas horas de mim, que poderei reencontra-las em breve e que hoje em dia eh soh ligar o skype e falar com video. Nao eh e nunca vai ser pra  mim a mesma coisa.
Quando eu vim pros EUA a primeira vez, eu nao tinha acesso a internet e gastava cerca de 200 a 400 dolares (em 1996) soh de telefone. Minha vida era esperar a chegada do correio para ver se alguem tinha lembrado de mim. Como eu me sentia isolada e sozinha mesmo estando com o Jeff. Pra mim, isso tudo foi um baque muito grande.
No entanto, esse primeiro impacto se desfez com a rotina da vida. Com o tempo, eu nao sentia tanta necessidade assim de ligar diariamente. E por ser tao caro, eu fazia ligacoes quinzenais.
Nossa segunda vinda aos EUA foi dolorida ao cubo. Nao tanto por mim (tah, por mim tambem) mas tambem pelo Kiyo. Ele estava acostumado com as pessoas da familia e estava criando aquele vinculo gostoso com eles. Viemos, passei boa parte dos primeiros meses chorando de saudades e de tristeza por nao ter meus queridos por perto. Mas minha maior tristeza era do Kiyo nao poder compartilhar suas novas descobertas com as primas, primos, avos e tios. Esse convivio de final de semana nao seria mais possivel, tambem nao estariamos presentes nos Natais, Pascoas, aniversarios e tantas outras datas importantes. Ele teria que aprender a viver aqui soh com a gente... contando com a presenca de quase nenhum amigo e menos ainda parentes.
Posso dizer que em 1 ano e meio desde a nossa vinda, conseguimos que ele continuasse uma crianca feliz, sociavel e indagadora. Logico que ele demandava muito mais da nossa atencao, mas estamos aqui pra isso mesmo. Algumas pessoas do Brasil vieram pra cah e isso, acho que, amenizou um pouco dessa falta. Os avancos da internet, com o skype, e o acesso via telefone tambem facilitam o contato mais diario com o pessoal.
Entao, marcamos nossa primeira ida ao Brasil apos 1 ano e meio. Tudo correu maravilhosamente bem. Kiyo amou estar cercado de primos e nos de ve-lo tao feliz. Ele sentiu-se realmente parte de uma familia grande. Sentiu-se amado por todos e isso valeu sem sombras de duvidas. Nosso retorno foi inicialmente dificil para mim, mas o bichinho tambem sentiu. Logo no primeiro dia de volta ele olhou para o ceu e viu um aviao passando. Ele disse: "Mamae, olha lah a Aninha (prima) indo embora! Mamae, dah tchau pra Aninha, Dudu (vovo) e vovoh Ana!" Nem preciso dizer que eu me acabei de chorar.
Um mes apos nosso retorno, meu avo (pai do meu pai) faleceu. Mais uma vez, senti aquele aperto da droga da saudade. Vontade imensa de estar lah!
Daih hoje, sem mais nem menos, o Kiyo comecou a pedir para ir pra Curitiba. Dissemos, explicamos e combinamos que iriamos no Natal. Mas hoje nao teve conversa. Ele estava quase chorando, me abracando e meio solucando que queria porque queria ir pra Curitiba. Queria brincar com a Aninha, o Thiaguinho e a Duda. Queria ver o tio Dedeh, a voh Ana e o Dudu. Queria fazer sua festa de aniversario lah, junto com a prima. Queria muitas coisas que infelizmente naquele momento nao eram possiveis. Expliquei para ele que iriamos para Curitiba em breve e que antes disso teriamos a visita da voh Ana, mas ele permaneceu irredutivel. Queria ele ir para Curitiba. Ele estah visivelmente sentindo falta de todos no Brasil. E eu nao sei bem como lidar com isso. Apenas disse pra ele que eu tambem queria muito ir pra Curitiba. Mas que hoje nao dava, e que assim que pudessemos a gente iria. Abracei o pequeno, dei-lhe o peito e ele dormiu como sempre mamando.

Beijos tristes e saudosos,
Dani

sábado, 30 de julho de 2011

Fala Kiyo...

"Kiyo speaks, and speaks and speaks and speaks and speaks" - (versao nossa aqui em casa da musica tema do programa infantil Martha speaks).


De uns tempos para cah o Kiyo estah falando e falando MUITO. Cada dia eh uma coisa nova, um dizer novo, uma expressao diferente. Tem coisa que ele fala que eu nem sei de onde ele tirou...
Por exemplo:
- Kiyo, nao morda a escova enquanto a mamae tenta escovar os dentinhos de tras.
- Mas mamae, eu nao consigo nao morder.
Ou entao:
Ao passar pela fila do caixa na loja, percebemos que a Manhoca (minha sogrinha querida) tinha se distraido olhando algumas coisas. Apos mostrarmos onde ir, pedimos:
- Kiyo, vai lah chamar a Manhoca.
Ficamos olhando a distancia pra ver se ele tambem nao ia acabar se perdendo e ouvimos ele bem serio dando a bronca:
- MANHOCA, Vamos.
E saindo da loja ele solta: - E nunca mais faca isso.

Alias, as ordens que ele dah na Manhoca sao epicas. No comeco, a gente corrigia ele, mas nao tem jeito quando a propria "vitima" acha lindo e dah risada. Ou entao comeca numa de bater boca. Visualizem: uma pessoa com 70 anos batendo boca com uma crianca de 4. Eh no minimo comico.
Hoje no carro:
- Manhoca, nao faca assim!
Jeff:-Kiyo, nao fale assim com a Manhoca.
- Mas Daddy, a Manhoca espirrou agua em mim.
Manhoca: - Kiyo, na praia, voce vai na agua e se molha tambem.
- Eh. mas eu nao vou de camiseta!
E assim, ele deixou bem clara a sua indignacao.

Tem vezes que parece que ele engoliu uma pilha. Hoje na volta da praia, ele descobriu que se gritar na frente dos predios, ele consegue ouvir seu proprio eco. Entao imaginem a festa. Daih o Jeff concluiu:
- Acho que a gente nao perde o Kiyo tao facilmente. Eh soh ouvir uma matraquinha que nao para de falar...
E assim eu comprovo que a genetica eh forte mesmo. Eu falei com 9 meses, e ateh hoje nao parei mais!
hehehehe....
Beijao
Dani

quarta-feira, 27 de julho de 2011

A primeira bike a gente nunca esquece...

Kiyo ganhou seu primeiro patinete aos 2 anos e meio. Desde entao ele sempre soube como fazer manobras ditas radicais para sua idade. No entanto, ele nao se mostrou nem um pouco interessado em pedalar triciclos ou bicicletas. Nas lojas, ele via as bikes todas proprias para o seu tamanho, ateh tentava subir, mas nao queria nem saber de tirar os pes do chao para pedalar. Deixamos que ele, no seu tempo, descobrisse quao divertido e libertador que eh pedalar uma bike (mesmo que esta ainda tenha as duas rodinhas de treinamento).
Entao, fomos ao Brasil agora no mes de maio/2011. Kiyo via as primas pedalando, o primo pedalando e num belo dia de sol, junto com os primos ele desencantou e se encantou com a bike.
Parece que um novo mundo se abriu diante de seus olhinhos brilhantes. Ele percebeu que poderia ir muito mais rapido e que era muito divertido! Naquele dia mesmo, na casa do Thiaguinho e da Duda (e do tio Thiagao e da tia Mi), o Kiyo estava ateh arriscando algumas "manobras radicais". Levou seu primeiro tombo, com direito a machucado e tudo, que foi devidamente "celebrado", comemorando assim mais uma fase na vida do Kiyo.
De volta aos EUA, levamos o Kiyo (no domingo passado - 24/07/11) a uma loja. Ele pegou uma bike na amostra e saiu pedalando pela loja. Ele fazia curvas e ia super rapido. Dava risada e estava visivelmente feliz.
Decidimos que era hora dele ter a sua primeira bike. Desde entao, ele estah feliz da vida, dando voltas e mais voltas em sua bike.
Eu lembro bem da minha primeira bike, uma caloi verde claro. Lembro do dia em que ganhei a bike e lembro claramente de ir com o meu pai e meus irmaos ao parque mais proximo de casa... Eu e meus irmaos, cada um numa bike. Sao memorias inesqueciveis!!! 
Espero que o Kiyo tambem tenha memorias assim para contar aos seus filhos. Espero que ele tenha boas lembrancas de sua infancia!

Beijos a todos...
Dani

sábado, 23 de julho de 2011

Vozinho Joaquim - Terki Kioshima

Hoje, enquanto meus familiares queridos estao se despedindo do nosso querido vozinho, eu fico aqui ha milhares de kilometros de distancia lembrando de todo tempo que passamos com ele. Eh muito triste pensar que nao o veremos mais. Entao, nosso maior consolo e conforto eh saber que passamos momentos muito felizes junto dele.
O vo Joaquim sempre foi aquele vo quietao, que nao falava muito e ria muito menos ainda. No entanto, lembro de ve-lo orgulhosamente contemplando os netos a brincar em seu quintal. Lembro dos meses de ferias que passavamos com eles, e das vezes em que ajudavamos no bar. Alias, como nao lembrar do vo Joaquim, seu Joaquim sem lembrar do bar? Eram dois em um. Lembro tambem das historias que me contavam sobre quando eu era bem pequena. Coisas que eu nao lembro, mas que a lembranca de outras pessoas se fizeram vivas em minha memoria do vo. Diziam meus pais que quando eu era ainda bem pequena, meu avo todo faceiro me colocava sentada na vitrine de doces bem na frente de seu bar-lanchonete, no centro de Maringa. Lah eu ficava "experimentando" de tudo um pouco... ateh que (como todo bebe) eu fazia um xixi monumental de precisar tomar banho. O vo, pacientemente, me tirava de lah, trocava todos os doces e me colocava lah novamente. Sua alegria era ver as criancas todas lambuzadas, felizes e totalmente acucaradas, correndo pelo salao. Quando a gente andava de carro, ele sentava-se no banco do passageiro e a criancada ia atras, brincando com suas orelhas que lembravam as do proprio Buda. Ele no entanto nao ligava. Acho que ele gostava desse carinho que todos os netos sem excessao fizeram.
Quando o Kiyozinho nasceu, ele ficou todo feliz (eu bem sei). Todas as vezes que iamos na sua casa, ele nos recebia na porta com um sorriso de satisfacao. Gostava de oferecer lanche da tarde regado de tubaina e sanduiche de queijo e mortadela. Comiamos bacias e mais bacias de jabuticabas tiradas na hora do peh na frente da casa.
Nos ultimos tempos, o brilho de seus olhos foram se perdendo, mas ainda assim ele conversava com o Kiyo no mesmo tom alegre que eu lembro de crianca. Ele falava orgulhosamente de como o Kiyo lembrava o meu pai quando crianca. Ele tinha prazer em mostrar as fotos na estante da sala.
Entao, na nossa visita ao Brasil (maio-junho/2011), fomos estar com o vo e a voh. Meu coracao ficou pequeno ao ve-lo tao debilitado. Isso nao quer dizer que estivesse mal cuidado, muito pelo contrario. Ele estava com os melhores cuidados possiveis. Soh que as tristezas da vida (perdas de irmaos, a venda do bar e a diabetes que o tirava o prazer de comer doces) o deixaram mais triste. Ainda assim, na hora que nos despedimos ele segurou firme na minha mao e na do Kiyo. Eu disse que voltariamos em dezembro. E ele soh concordou, soltou minha mao e fechou os olhos.
Ontem, dia 22 de julho, pouco mais do que 1 mes apos nosso ultimo encontro, meu vozinho partiu. Meu coracao estah pequeno. Enfim... eh assim que acontece quando temos que nos despedir de alguem que eh tao importante para nos.
Vo... te amo muito e vou sentir tua falta.
Obrigada!
Beijos eternos...
Dani

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Casa nova...

Oi gente...
Entao, como devem lembrar, nos mudamos para um apartamento mais proximo da praia. Quando digo mais proximo, pensem: BEEEEM proximo. Estamos ha uns 200 metros da praia aqui em Pompano Beach. O lugar eh muito gostoso. Apesar do calorzao que estah fazendo nesse verao, nem precisamos ligar o ar condicionado. Tudo vai muito bem. Kiyo estah faceiro com a vovoh a tira-colo. Ele fala algumas coisas mais em portugues e parece estar perdendo a vergonha de falar... Eh muito bonitinho.
Por falar em falar... Kiyo tem soltado umas perolas incrivelmente engracadas ultimamente. Como a vovoh estah por aqui, ele se declarou "dono dela". E assim, se acha no direito de mandar e desmandar. E a vovoh, como toda boa vovoh babona, acha tudo lindo e deixa... Esses dias nos fomos a uma loja comprar uma escrivaninha para mim. Jah tinhamos pago e estavamos saindo, quando reparamos que a vovoh havia se distraido na loja. Pedimos ao Kiyo que fosse chama-la. Ele foi. Bateu o peh ao lado dela e disse em tom bem bravo e autoritario: "Manhoca, let's go!". E jah na porta da loja: "Never do that again!"

No mais, ele estah ansiosamente aguardando o inicio da aula de natacao que comeca dia 11 de julho agora.
Beijos e depois colocamos mais historias...