domingo, 19 de abril de 2009

Kiyo... simply Kiyo
















O Kiyo vai fazer 2 anos no mês que vem, e é visível como ele cresceu... Pode ser que nem tanto em tamanho, mas ele desenvolveu muito e lindamente nestes 24 meses.
Ele sabe muito bem pedir o que quer, mesmo sem saber expressar isso em palavras compreensíveis aos adultos. Ele entende muito bem quando alguém fala com ele, e tenta da melhor maneira ser agradável. No entanto, se algo o incomoda, ele também sabe mostrar!
Ele corre e corre por tudo, anda de triciclo, brinca de bola, toma banho de espuma todo sábado... Ele é uma criança feliz e saudável, que pode ser que não tenha muitas coisas materiais, mas tem muito amor de seus pais...
O Kiyo ama bichinhos de todo tipo. No seu vocabulário estão palavras como: muuuuu, miau, auau, cocó, tatá (cavalo), e outros bichinhos que ele conhece. Outra coisa que ele desenvolveu muito rápido foi sua coordenação motora. Ele consegue segurar no lápis ou caneta direitinho e já ensaia seus primeiro rabiscos. Ele fica todo concentrado no que está fazendo.













Seu aniversário é um momento de muita alegria na nossa casa! Nosso bebê está crescendo, e nós (graças a Deus) podemos acompanhar cada nova descoberta que ele faz. Isso é muito gratificante.
Depois de 24 meses de maternidade, minha metamorfose está apenas começando! Cada dia aprendo mais e cada dia amo muito tudo isso!
Beijos a todos...
Dani

quarta-feira, 25 de março de 2009

Comunicação

O Kiyo está com 1 ano e 10 meses. Ele fala várias coisas. Nós não conseguimos compreender tudo, mas sabemos que ele está conversando conosco. Ele usa muitos gestos e sons para comunicar aquilo que quer. E é bastante eficaz nisso!
Domingo passado: Kiyo estava na cozinha da casa da vovó Ana e do vovô Dudu (Duduuuu, como ele diz). Pega uma laranja na mão, e coloca na mão do papai. Pega o papai pela mão e o leva até a pia, onde aponta para uma faca que está em cima da pia (apenas o cabo da faca estava no seu campo de visão). O papai descasca a laranja e o Kiyo sai feliz da vida chupando sua laranja!
Que não seja por falta de palavras... o menino sabe se virar!
Beijos a todos
Dani

sábado, 24 de janeiro de 2009

Aventuras do Kiyo

1- Estávamos num restaurante-fazenda, daqueles de passar a tarde toda, perto do local onde vamos morar. Kiyo estava se divertindo com a priminha Aninha e o papai, vendo os bichinhos do local. Vaquinha, coelhinhos, galinhas, etc... De repente ele volta pra mesa onde estávamos terminando de almoçar e começa: "MuuuuuMuuuuuuMuuuuu". A vovó Ana (minha mãe) perguntou, só para ver sua reação: "O que você viu lá fora, Kiyo? Um cachorro?" E ele, desesperadamente, começou a balançar a cabeça de um lado para o outro e procedeu da seguinte forma: "MuuuuuuMuuuuuuMuuuuuu", contando que tinha tocado na vaca.
2- Estávamos na praia com meus pais, meus avós, meus irmãos e sobrinha agora no início de janeiro de 2009. Tudo tranquilo... os ventiladores funcionando, o som ligado, as crianças brincando tranquilamente... De repente, cai a chave de luz. Meu avô achou que tivesse sido um raio, mas nem chovendo estava. Estranhamos, religamos a chave e tudo normal... De repente, a chave de luz cai novamente. Daí fomos observar mais de perto o que (ou melhor quem) estava fazendo aquilo... Encontramos o Kiyo bem quietinho abrindo o interruptor (que ficava na garagem) e desligando a chave geral.

Bem... essas são apenas algumas das aventuras do Kiyo...
Beijos a todos

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

ANO NOVO - VIDA NOVA

Esperei muito para poder dizer essa frase sem que fosse um mero clichê. O ano de 2009 será para mim um ano de transformação. Mudanças muitas vezes são sofridas... A lagarta sofre quando passa por uma metamorfose, e nós (seres-humanos) normalmente nos contentamos com o conformismo. Agora chega!!!
Muitas mudanças foram inócuas em minha vida. Simplesmente ir de um lugar para o outro não quer dizer que houve transformação. É isso que eu busco agora.
Kiyo está com 20 meses, e eu pretendo buscar uma vida mais saudável para ele. Não saudável só no aspecto físico, mas na totalidade. Quero que ele possa tomar suas decisões de forma racional, e que saiba argumentar o porque delas. Quero muito? Talvez... mas cansei de simplesmente sonhar, e vou buscar o que quero.
"Living down a little"? Talvez... Se viver com menos significa não ter que me preocupar com coisas para que possa dar a devida atenção às pessoas, eu prefiro! Não faço questão de coisas na minha vida. Não faço questão de estatus... faço questão sim que meu filho possa crescer e brincar tranquilo sem se preocupar com "os perigos da rua". Faço toda questão que ele seja um menino alegre, pacífico e realizado. Faço questão que ele sonhe, e que saiba compreender quando seus sonhos não podem ser realizados, Faço questão de dar a ele todo amor que existe em mim.
Transformação? Minha vida começa a tomar um rumo sem volta... depois da maternidade, muitas teorias caíram por terra, e muita prática se provou inadequada. Tudo se transformou dentro de mim... minha metamorfose para uma vida mais sustentável começou há 20 meses atrás, e continua indefinidamente. Ainda há muito que aprender, perceber, conhecer... a vida é um contínuo!
Seja o que Deus quiser e vamos que vamos...
Beijos a todos

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Natal em Família


Quando era criança, esperava ansiosamente pelo Natal. Parecia que tudo ficava mais belo e mais harmonioso na noite de Natal. O encanto não estava nos presentes, ou na comilança, mas sim na família inteira reunida celebrando o nascimento do Senhor Jesus. Era sempre aquele ar de euforia que pairava em nossa casa. Quando eu era criança, tínhamos a vó Vera que cuidava de todos os preparativos com muito carinho. Não deixava faltar nadinha! Ela nos ensinou a amar o Natal. Ela me ensinou a celebrar com todas as minhas forças, mesmo sem saber ao certo o que celebrava. Na minha inocência infantil, eu achava que celebrava a chegada do Papai Noel. Depois, achava que ansiava a espera daquele presente desejado... Depois, muito depois, pude perceber que o que fazia do Natal o momento mais esperado do ano era a possibilidade de confraternizar com a família inteira. Presentes se tornavam supérfulos, e o que importava era estarmos todos juntos, em família, celebrando. Sofri muito com as minhas próprias expectativas de Natal depois que casei e fui morar com o Jeff lá nos EUA.
Ele tem uma relação muito diferente com o Natal. Sua experiência foi dura, e deixou marcas profundas em seu coração. Apesar dele negar que sinta qualquer coisa, percebo que ele ressente não ter tido essa experiência mágica de esperar ouvir o sino na porta (mesmo sabendo que era o tio Álvaro quem o tocava) e sentir o coração disparar ao abrir a porta na esperança de encontrar o Papai Noel (mesmo sabendo quem colocou os presentes ali na varanda da frente).
Ele conta suas experiências horríveis de Natal. Lembranças amargas que se transformaram em total apatia pela data, celebração e sentido do Natal.
Esse tipo de lembrança não é a que desejo para o Kiyo. Quero que ele sinta prazer em celebrar o Natal, quero ver o brilho em seus olhos quando ouvir aquele sino tocar na porta. Quero poder sentar com ele no chão e ver em seus olhos a ansiedade e euforia de esperar o seu nome ser chamado mais uma vez, e mais uma vez, não pelos presentes que ele venha a receber, mas pela magia e encantamento que este momento traz.
Quero poder explicar para ele a razão pela qual celebramos o Natal. Quero que ele entenda que essa história de Papai Noel é uma brincadeira, uma fantasia, um faz de conta saudável que transforma todos novamente em crianças. Quero que ele saiba que os presentes não significam o Natal, ou que eles não medem o quanto nós o amamos. Quero que o seu entendimento sobre o Natal não seja decorado nas classes de Escola Dominical, mas que seja vivo em seu coração e presente em sua vida!
Quero que o Kiyo cresça vendo a beleza da nossa família; quero que ele saiba o quanto é amado; quero que ele acredite em seus sonhos e almeje alcançá-los por toda sua vida. Quero que ele saiba que estaremos sempre com ele, e que nossa família será unida eternamente!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

KIYO = PURO

Quando decidimos (finalmente) o nome do Kiyo, faltavam apenas 2 semanas para ele nascer. Até então ele era "meu filho", "meu anjo", "meu amor"... O Jeff, para afastar as atazanações alheias, dizia com a maior cara lavada que o nome do herdeiro seria "Artrúnculo". Da onde tirou isso, não sei... coisas da cabeça de um artista entediado, creio eu...
Bem, faltando duas semanas para o bebê nascer, sentamos (Jeff e eu) à mesa da cozinha e passamos a conversar sobre a escolha do nome. Queríamos um nome só que fosse forte e curto para evitar aquela montoeira de nomes que não tem fim. Eu queria que ele levasse no nome algo de hereditário da nossa família. Então pensamos: Kio... (meu sobrenome é Kioshima que significa Ilha Pura). Daí eu lembrei que Kioshima era originalmente escrito Kiyoshima. E assim escolhemos o nome de nosso Puro Kiyo. No momento em que decidimos, senti dentro de mim a paz que buscava nas listas de nomes que olhei anteriormente. Nenhum dos outros nomes que tanto gostava serviam, nenhum nome me dava tamanha tranquilidade e certeza! Era como se ele próprio tivesse escolhido seu nome da mesma forma em que escolheu-nos para sermos seus pais.
Inicialmente o nome soava estranho aos ouvidos das pessoas, mas hoje em dia todos sabem quem ele é, e seu nome tem tudo a ver com sua personalidade. Não podíamos ter escolhido outro nome!
Olho para meu pequeno Kiyo, puro e alegre, e vejo que seu nome muito lhe cabe. Tudo em si é PURO. Tudo em si é KIYO! Seu sorriso, sua risada, seu jeito maroto de olhar com cara de bravo, sua maneira singela de carinhar meu rosto, sua voz forte e determinada! O Kiyo é o Kiyo: lindo, puro e muito feliz!
Dani

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

CONQUISTAS

Desde que fiquei sabendo "oficialmente" que estava grávida, passei a contar meus dias pelas conquistas diárias... Essas conquistas se resumiam a correr atrás do ônibus ao 8º mês de gestação e conseguir embarcar nele, não engordar além do normal de um mês para o outro, e conseguir completar minhas atividades acadêmicas antes do tempo para não ficar com pendências para depois do parto.
Lembro que um dia antes do Kiyo nascer eu participei de uma reunião da campanha que havia iniciado sobre a posse responsável de animais de estimação. Esse trabalho rendeu minha monografia de final de curso, e até hoje sigo trabalhando com o tema direta ou indiretamente. Isso tudo foi conquistado dia após dia.
Porém, a minha maior conquista era ouvir o coraçãozinho do Kiyo batendo forte dentro da minha barriga a cada consulta. Era a certeza que eu o teria em meus braços em breve, e que tudo iria dar certo, e que Deus nos abençoava com um anjinho lindo!

No dia em que o Kiyo nasceu, a conquista foi outra: passei a ouvir não mais seu coração pulsando forte e rápido. Passei a ouvir seu choro, som maravilhoso que amoleceu minha alma e conquistou meus ouvidos. Seu choro era forte, tanto quanto lembro das batidas de seu coração. E assim que o vi pela primeira vez, pude sentir o que é o amor de mãe. A maior conquista para mim foi poder beijá-lo pela primeira vez e sentir sua pela (ainda suja) em contato com a minha.
Junto com a conquista de finalmente ver o rostinho do meu bebê, veio também o medo. E agora? E se eu não der conta do recado? E se eu o decepcionar? E se eu não souber ser mãe? Todos esses medos ainda permanecem em mim. Porém, agora consigo analisá-los de forma a perceber que eles podem ser meus aliados na busca de mais uma conquista. Os medos, que inicialmente me paralisavam, hoje em dia me fortalecem. Eu não sei tudo, porém, posso buscar saber. E a certeza de que tenho que ser uma excelente mãe me faz buscar respostas. Não me contento com meros conselhos. Preciso saber mais, preciso ouvir e esgotar todas as fontes de conhecimentos. No que diz respeito ao Kiyo, o suficiente pode ser pouco demais. Então, vivo em constante busca de novas respostas, novas formas de viver, maneiras mais saudáveis e menos agressivas de ensinar a ele tudo que a vida pode lhe oferecer. Ele depende disso, e isso depende de mim. Se eu quero que ele cresça saudável por inteiro, preciso proporcionar um ambiente saudável.
Assim, desde a maternidade eu já tinha em mim (meio que por instinto) aquilo que é melhor para ele. Amor em primeiro lugar, respeito e dignidade junto com muito leite materno. Depois do parto, veio para mim mais uma busca, mais uma luta... a de conseguir amamentar meu filho. E essa conquista veio completamente após 3 meses de maternar. Após muitas lágrimas, muitas quase desistências, muitas vezes dizendo que seria a última vez... porém, o instinto materno falou mais alto. Na verdade, o instinto materno estava gritando a plenos pulmões que não seria a última vez e que a história de minha mãe e de minha sogra não se repetiriam comigo... Mais uma vez, consegui quebrar o paradigma. Graças a Deus, consegui manter meu filho amamentado por mais tempo.
E assim foram passando os meses. A cada um, mais uma conquista. Minha auto-estima materna foi se fortalecendo a cada consulta ao pediatra. Era muito bom ouvir que o Kiyo estava crescendo super bem e saudável, que seu desenvolvimento era exemplar.
Mas essas conquistas não eram só minhas... o Kiyo, de pequeno e frágil, passou a ser um bebezão de bochechas redondas e rosadas. Conseguimos juntos diminuir e quase eliminar o uso de complementos até o 6º mês. Conquistamos juntos a vitória de não usar chupeta, e de dormir bem a noite. Seu temperamento é tranquilo e ele é um menino alegre, carismático e sociável. Não é nem um pouco dependente, ao contrário do que dizem todos aqueles que são contra a cama-compartilhada.
Outra conquista, e também um marco, foi a sua festinha de 1 ano. Não fizemos nada muito pomposo. Foi uma festinha de criança e para as crianças na casa da minha mãe, bem nos moldes das festas de criança que eu me lembro. Foi uma conquista não ter doces e refrigerantes na festa do Kiyo. Achei que iria fraquejar, mas, da mesma forma que com a amamentação, uma força maior que eu me manteve o norte. E tivemos a festinha de acordo com as nossas espectativas. O Kiyo aproveitou e se divertiu muito.
Também o fato de que o Kiyo não tem o hábito de comer doces, tomar refrigerantes e outras coisas do tipo, é uma conquista. O Kiyo não é uma criança agitada. Mas ele é bastante ativo. Sobe, pula, brinca, canta, corre, e faz tudo aquilo que menininhos de sua idade (ou até mais velhos) fazem. Nós decidimos que seu corpinho não precisa de estimulos além dos que já tem. Não precisamos adicionar açúcar e outros estimulantes na sua dieta. Mantemos para o Kiyo uma dieta de frutas, verduras, carnes, proteínas, grãos, sucos, água e muito leite materno. Tudo isso sem estresse. Eventualmente ele come algum doce, excede um pouco no açúcar, mas não é via de regra. E isso nos garante um menino equilibrado, tranquilo, que tem lá de vez em quando seus ataques de fúria (afinal ninguém é de ferro), mas que normalmente está feliz, brincando tranquilamente.
Minha maior preocupação quanto a manter o Kiyo afastado das guloseimas era o vovô, e minha resposta da conquista veio quando o Kiyo foi com o vovô e a priminha no mercado (sem a mamãe ou o papai junto). Quando perguntei o que o Kiyo havia comido, a priminha respondeu: "Frutinha, tia Dani!" Pulei de alegria!!!
Agora o Kiyo está com 18 meses (1 ano e meio já se passaram!). Muitas conquistas foram alcançadas, muitas ainda hão de vir. O Kiyo já corre por tudo, já tem 8 dentinhos bem afiados, já pede as coisas que quer, já sabe quando não está se comportando de acordo, e sabe se comportar muito bem em ambientes sociais. Não é o tipo de criança que tira os pais do sério. Não recorremos às palmadas, e estamos conquistando a educação do Kiyo de forma serena e tranquila, sem estresse e sem gritos. Ele é carinhoso, abraça e beija seus brinquedos, o papai, a mamãe, a vovó, o vovô, todos... Na rua é uma simpatia só. Faz amizade com todos sem discriminar. Ama música, e canta, canta, canta...






Só temos motivos de alegria desde que o Kiyo chegou. Só temos bençãos desde que fomos presenteados com sua vida. Somos gratos eternamente por sermos escolhidos para ser seus pais.