Mostrando postagens com marcador escolhas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador escolhas. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A escolha foi minha mesmo??? 4 anos e meio depois... a constatacao-relato

Em blogagem coletiva com varias mulheres no mundo... contra a violencia obstetrica com a mulher. Vejam tambem: http://www.mamiferas.com/blog/2011/11/violencia-contra-mulher-parindo-ou-nao-deixar-parir-nao.html
Esse eh o meu relato, a minha constatacao... e a certeza de que eh uma grande luta. Tudo comecou no dia 16 de maio de 2007:
Meu dia comecou corrido. Estava no "ultimo mes" de gestacao e precisava dar conta das minhas pendencias antes que o Kiyo nascesse. Jah havia entrado de licenca maternidade, sendo afastada das aulas na faculdade, mas nao podia deixar o estagio ainda. Tinhamos uma reuniao pela manha com o grupo de discussoes sobre Animais de Estimacao Invasores, para dar continuidade ao projeto que deu cara a minha monografia de graduacao. Depois da reuniao, Jeff (meu maridao que me acompanhou no projeto todo) me levou ateh a sede da TNC, onde eu fazia estagio. Depois do almoco com a chefinha, fui ateh a maternidade para conhecer a estrutura que me daria "suporte" para a chegada do meu filho. Segundo os calculos (meus e da minha medica), eu tinha entrado na trigesima setima (37) semana de gestacao. Minha pressao tinha subido um pouco do normal. Persistia no 13X9 ou 14X10. Para quem sempre teve a pressao normal ou ateh mais baixa, isso eh pressao alta. No entanto, eu nao sentia isso. Alem do inchaco normal de gestante, eu me sentia super bem. Alias, tinha mais energia que o normal. Conseguia correr atras do onibus, subir escadas e andar bastante. 
Nesse dia 16 de maio, apos visitar a maternidade, fui ANDANDO ateh o consultorio da medica para a consulta semanal de final de gestacao. Foram aproximadamente umas 20 quadras que eu percorri a passos rapidos, pois estava meio atrasada. Chegando lah, o trajeto de elevador nao deu conta de diminuir meu pulso. Logo entrei na sala de atendimento, e tive a pressao medida. Meu coracao ainda estava batendo forte da caminhada, peso da barriga e etc... A pressao deu bem alta: 16X10 (ou algo assim). Em momento algum foi cogitada a possibilidade de esperar que eu me acalmasse para medir a pressao novamente. Uma medida e a medica mandou-me para um laboratorio de ultrassonografia, onde fizemos um doppler. TUDO normal, bebe tranquilinho, fluxo de sangue tudo certinho. Na hora pensei: "Ufa! Que bom que tah tudo bem!!!"
Voltei imediatamente no consultorio da medica, pensando que ela diria que estava tudo bem e que ficariamos monitorando a pressao. Que nada! Ela disse no mesmo tom em que leu o resultado do meu doppler: "Entao, deu tudo normal. Mas eu prefiro nao arriscar. Estah tudo bem hoje, mas nao sabemos o que pode acontecer com a sua pressao." (Tah, eu estava fazendo atividade fisica). "Entao, vamos marcar a sua cesarea para hoje!" Eu dei um pulo para tras. "Hoje? Nao! Mas nao estah tudo normal?"  E ela: "Estah, mas nao sabemos depois. Essas coisas podem mudar de uma hora pra outra. Voce estah com a pressao muito alta, e isso eh prejudicial ao bebe (Pre-eclampsia!)." A pressao estava alterada, mas eu nao tinha nada mais. Nao vi nenhuma estrelinha, nao tinha zunido no ouvido, nada mais. Eu relutei, acho que naquele instante minha pressao subiu mais ainda. Entao disse: "Bem, entao prefiro que seja amanha, pois quero que o meu marido esteja comigo depois que o bebe nascer. E ele vai viajar e volta soh amanha final da tarde!" E ela disse: "Ok. Entao amanha as 20:00horas."
Liguei pro Jeff e contei o que aconteceu. Naquela epoca nao tinha ideia de que pre-eclampsia ou mesmo pressao alta por si soh nao sao indicativos para cesarea. Imaginei que estava decidindo o melhor para nosso filho. Nao tinha ideia de que poderia ter questionado a medica. Jamais me disseram que eu poderia. 
Nao dormi nada aquela noite inteira, pensando em como seria ter meu filho nos bracos assim tao de supetao. Jah tinha tudo pronto. 
Dia 17 de maio de 2007:
Fui para a maternidade as 18 horas. Jah estava sem comer nada desde as 14, mas acho que o nivel de adrenalina era tao alto no meu sistema, que eu simplesmente nao sentia nada. Fui pra sala de cirurgia, nem senti quando o anestesista aplicou a tao temida peridural. Olhei no relogio, eram quase 20:00. A medica entrou e perguntou como eu me sentia. Falei que estava tudo bem. Olhei no monitor de pressao. A minha pressao tinha se mantido em 12X8 desde que me colocaram presa ali. Senti a pressao da manipulacao da medica na minha barriga. Olhei no relogio: 20:05. Comentei com a medica que minha pressao estava normal. E ela disse: "Ah sim. Isso sempre acontece!" Virou-se para a enfermeira e mudou prontamente de assunto. Comecou a falar sobre a filha dela, atividades na escola e coisas assim. O Kiyo foi retirado de dentro de mim as 20:07, com 37 semanas e 2 dias completos de gestacao. Ouvi o chorinho abafado dele. Meu coracao derreteu naquele instante. O pediatra chegou. Ele eh o nosso grande amigo. Soh entao, depois do que me pareceu uma eternidade, ele me trouxe o Kiyo todo melado, para que eu o visse. Nao sei o que eu senti naquele instante. Confesso que eh tudo meio borrado ainda. Enrolaram o Kiyo numa manta do hospital feito um charutinho. Depois que eu fui devidamente costurada e movida para a maca, as enfermeiras o colocaram em cima das minhas pernas. Eu nao conseguia sentir nada. Soh sabia que meu filho estava ali. Tudo normal. Apgar 9/10. Eu devia estar vibrando. No entanto, eu estava apatica. Chegamos no quarto. Lah estavam meus pais, o Jeff, minha sogra e a tia do Jeff. O Kiyo foi passado de mao em mao enquanto as enfermeiras me transferiam para a cama, ajeitavam o soro (que por favor, o trequinho mais chato!)... Daih elas pegaram o Kiyo ali mesmo no corredor e o levaram para o tal bercinho aquecido. Todos falavam para que eu dormisse, mas quem disse que eu podia? Nao queria dormir. Queria ver o meu filho! Cade ele??? Sei lah que horas, as enfermeiras chamaram o Jeff para acompanhar o banho. Acho que soh lah pela meia-noite foi que eu pude realmente ver o Kiyo, quando finalmente trouxeram o pequeno para tentar mamar. Ainda nao sentia nada da cintura para baixo, apenas um leve formigamento nos dedos dos pes. Lembro ateh hoje dos olhinhos redondinhos do meu filho me olhando, observando cada contorno do meu rosto. Essa eh a primeira lembranca que eu tenho dele apos o nascimento, umas 4 ou 5 horas depois.
Logo apos o nascimento do Kiyo, eu defendia a "escolha" do "parto", dizendo que eu havia feito a escolha conscientemente. Afinal, qual a mae que escolheria fazer mal ao proprio filho? Fui questionada algumas vezes por um grupo de maes, e por conta disso, comecei a me questionar tambem. Fui pesquisar mais informacoes sobre partos, sobre indicacoes para intervencoes cirurgicas, e descobri (para minha tristeza) que nenhum dos meus sintomas por si soh justificavam a cirurgia. Depois da cesarea, tive complicacoes para amamentar. Kiyo saiu da maternidade (aparentemente) com boa pega e tal. Chegou em casa e nao conseguia mamar. Hoje, olhando para tras e sabendo de todo efeito negativo que a anestesia tem no corpo do bebe, imagino que ele estava totalmente drogado, sedado e por isso parecia tudo bem. Eu me sentia inapta para cuidar dele, pois mal conseguia me erguer. Nao conseguia me mover com rapidez por conta do enorme corte. A cesarea nao doi na hora (para muitas), mas a dor que se sente depois dela eh imensuravel. Para suportar essa dor, tinha que tomar remedios que certamente estavam entrando no sistema do Kiyo pelo pouco leite materno que ele tomava por insistencia minha. 
Hoje, quando me perguntam sobre "escolha" de "parto", eu digo que eu nao tive uma. Sinto que fui devidamente ludibriada a acreditar que estava fazendo uma escolha quando esta jah havia sido feita por mim. A decisao pela cesarea foi feita pela medica. Ela as justificou como pode, pos todas as explicacoes em um pacote bem assutador para maes de primeira viagem e me convenceu que era a melhor escolha que eu podia fazer. No entanto, essa escolha eu nao fiz. Como pode se dizer que eu escolhi com a coisa expressa da forma que foi? Quem em total controle de suas habilidades mentais iria conscientemente escolher esperar se isso significasse qualquer possibilidade de dano ao bebe? Foi assim que eu "escolhi". Ela nao me apresentou opcao. A possibilidade de qualquer problema nunca foi uma opcao. Entao, jah que eh ou cesarea ou danos ao meu filho, eu fiquei com a cesarea. Dos males o menor, eu pensei. No entanto, essa possibilidade de problema nao era real. Nao da forma como ela me foi apresentada. Parece que foi um subterfugio medico (muito bem colocado) para nao ficar a merce do bebe. Quando ouvi de um outro gineco que "parto normal eh soh quando nao dah tempo", uma revolta interna tomou conta de mim. 
Depois de 4 anos e meio da retirada do Kiyo de dentro da minha barriga, ainda sinto o corte da cesarea. Minha barriga ainda tem pontos de dormencia, e eu ainda sinto um ardor muito chato. A pior sensacao eh a de saber que a minha escolha real foi tirada de mim sem cerimonia. Afinal, a escolha eh minha ou nao?
Beijos

sábado, 10 de setembro de 2011

Healthy junky??



As tercas e quintas eu pego o Kiyo na escola. Esses sao os dias em que eu e ele podemos fazer o que quisermos. Entao, terca feira passada (06/09) resolvi leva-lo a uma lanchonete que tem um playground bem legalzinho. A lanchonete eh bem no estilo Mc Donalds, soh que oferecem apenas frango e os lanches das criancas vem com uns brinquedos mais "educativos" e menos consumistas (se eh que isso eh possivel). Chegamos lah e ele pediu: Chicken strips (que por incrivel que pareca sao pedacos de frango mesmo), suco de maca... Daih a pergunta: ele tem direito a uma porcao de batata frita ou uma porcao de salada de frutas. Eu perguntei soh pra cumprir o meu papel, mas na minha cabeca jah tinha certeza que ele ia querer as batatas fritas. Ele simplesmente ama batatas fritas...
Qual nao foi a minha surpresa quando ele pediu a salada de frutas, e maior foi a minha surpresa ainda quando ele pediu pra comer a salada de frutas.
Conclusao: realmente, o que a gente ensina pra ele tem surtido efeito. Ele nem olha pras opcoes de refrigerantes, e escolheu a opcao menos "junk" do menu. Fiquei super feliz, orgulhosa e muito tranquila...
Junk food? A gente come sim. Kiyo tambem experimenta algumas porcarias vez ou outra. No entanto, percebemos que o seu paladar estah se formando solidamente em coisas saudaveis. Opcoes que nos fizemos por ele inicialmente, agora ele poderah fazer sozinho tambem.

domingo, 4 de setembro de 2011

Saude e filhos...

Kiyo em janeiro/2011, sua primeira vez no hospital
Gente...
Quem tem filhos sabe o quanto eh dificil ver os nossos pequenos cabisbaixos, com febre, doentes. Decidir a melhor forma de lidar com essas situacoes tambem nao eh nada facil. Ouvimos varias opinioes, varias escolhas, varias maneiras de fazer nossos filhotes se sentirem melhor. Mas no final das contas, se fosse possivel, nos queriamos mesmo era sentir todo mal-estar no lugar deles.
Lembro da primeira vez em que o Kiyozinho caiu com febre. Nosso primeiro passo eh observar. Se ele estah bem, e a febre eh baixa, a gente espera. Dah um banho, muito liquido. Amenizamos a sensacao incomodativa da melhor forma que podemos. Nao recorremos imediatamente ao anti-termico. Se a febre nao passa, ou se ele fica muito cabisbaixo, a gente medica com uma dosagem de anti-termico propria para a idade dele.
No inicio desse ano, Kiyo teve um "piripaque" e o resultado foi um passeio de ambulancia e uma noite no hospital. No final, nada de serio. Mas nao poderia ficar sossegada se nao descobrisse o que ele teve. O mesmo vale para as vacinas. Pesquisamos, nos informamos e escolhemos manter as vacinas em dia.
O fato eh que nao importa a idade, quando o Kiyo fica febril ou quando ele se machuca, meu coracao parece que para. Indiferente do que seja, a melhor forma de lidar com questoes de saude eh muito informacao antes de se tomar uma decisao. E uma vez que a decisao foi tomada, nao vejo razao para ficar tentando justifica-la para ninguem. Afinal quem sabe onde aperta o nosso sapato somos nos mesmos!
Beijos,
Dani do Kiyo - febril, mas brincando!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Saudacoes Alienigenas

Eu fico me perguntando onde vai parar o mundo com tantos padroes para se cumprir, tantas normas para se manterem... Esses dias estavamos conversando com o Jeff sobre isso e chegamos a conclusao de que nos sempre fomos ETs em relacao a padroes e normas sociais.
Pensem comigo: nosso casamento foi num sabado as 8:30 da manha. O noivo foi de bota de trilha, bermuda e camisa do Pernalonga. A noiva foi de vestido curto (que tava mais para "roupa de primeira comunhao"). Nao teve festao em restaurante caro e nem se gastou horrores com festa pros outros. Fizemos uns comes e bebes bem estilo "brunch". Daih, a noiva foi sequestrada no meio da festa e soh foi devolvida num posto policial a caminho da lua-de-mel. A propria lua-de-mel foi bem simples: passamos um dia na Ilha do Mel e fomos pra casa de praia da sogra. 
No nosso casamento nao ganhamos muitos presentes. Ganhamos em dinheiro porque estavamos vindo pros EUA. Daih chegando aqui, nao cabiamos em nenhum grupo padrao. Eu nao podia ir nos grupos que o Jeff podia porque era muito nova. ELe nao podia ir nos grupos que eu poderia porque era "muito velho". Nos nao podiamos ir em grupos jovens, porque eramos casados. Grupos de casais sem filhos eram muito chatos e grupos de casais com filhos piorou. Entao... eramos pecas redondas tentando encaixar em um buraco quadrado. 
Quando eu disse que queria casar, todos acharam que tinha que ser porque eu estava gravida. Onde jah se viu uma menina de 18 aninhos decidir que quer casar porque quer... isso nao existe!  Pois entao, mais uma vez fomos fora dos padroes.
Aqui nos EUA, eu nao servia os padroes de recem-casada, que tinha que querer ter filhos. Eu queria estudar, conhecer e aprender muitas coisas. Assim, nas reunioes de amigos da igreja (todos brasileiros) eu ficava sempre de fora e acabava ficando tomando conta das criancas.
Daih tem a questao filhos. Uma vez que eu fiquei gravida, 10 anos depois que casei, choveram padronizacoes para seguirmos. Primeiro eu TINHA que comprar berco, daih eu TINHA que comprar essa ou aquela roupa. Daih eu TINHA que saber o sexo e entao TINHA que escolher logo um nome. Uma vez gravida, eu TINHA que deixar que pessoas estranhas passassem a mao na minha barriga. Eu nao podia andar, nao podia trabalhar... fiquei quase maluca com tantas regras, imposicoes e normas. No cha de fralda, eu TINHA que convidar fulana ou beltrana que nunca nem sequer vieram visitar o meu bebe depois que nasceu. Um monte de obrigacoes furadas e vazias.
O nome do Kiyo foi um segredo, sagrado pra nos. Nao escolhemos o nome do Kiyo ateh 2 semanas antes dele nascer. E nao contamos para ninguem tambem. Seu nome significa PURO. E era assim que queriamos manter a nossa escolha: pura, livre de preconceitos. Isso deixou as pessoas malucas. Onde jah se viu? 
Entao veio a maternacao. Foi entao que passamos a vestir a camisa alienigena por completo. Onde o Kiyo dorme? Com a gente, no meio da nossa cama. Onde jah se viu? Isso estraga a crianca. TODA crianca precisa aprender a ter independencia. Quantas horas por dia ele dorme? Durante o dia quase nada. Nossa! Mas isso nao pode. Bebe pequeno TEM que dormir pelo menos 8 hora no dia. E tem que ser de dia. 
Nao importava que ele dormia todas as horas na noite. "Voce nao tem leite... pra que ficar tentando?" "Todo mundo dah isso pros filhos, porque vai ser diferente com voces?" "TODA festa de aniversario de 1 ano tem brigadeiro, refrigerante e cerveja"... "Onde jah se viu amamentar uma crianca depois de 6 meses?" "Que horror! Esse menino vai ficar dependente!" Onde jah se viu nao mandar a crianca para a escola. Ele jah tem 1 ano e meio. "Pobrezinho do Kiyo... todas as criancas ganham chocolate na Pascoa, menos ele".
E assim foram as normas que "quebramos", as regras que "burlamos" em nome de uma criacao saudavel, unica e propria para nossa familia!
Nao somos uma familia padrao. O Kiyo dorme com a gente e mama para dormir. Nao temos pressa alguma de mudar isso enquanto estah saudavel e prazeroso para nos 3. Hoje, aos 3 anos e meio, Kiyo vai pra escola. Mas foi porque ele escolheu ir. Hoje ele come bolo de chocolate e toma sorvete, mas eh de vez em quando e nao eh porque todo mundo estah fazendo. Refrigerante: nem pensar! Seus 3 aniversarios foram regados a sucos naturais, frutas e inumeras coisas gostosas. 
Daih, depois da maternidade, algumas pessoas me dizem que "estou me anulando" por amamentar o Kiyo tanto tempo. Ou dizem que "estou desleixada comigo mesma". Apesar disso nao ser verdade, essas acusacoes me machucam principalmente porque vem de gente proxima. Nao sao verdades e quem estah falando isso ou nao me acha capaz de decidir as coisas por mim (me julgando pau-mandado dos outros) ou nao estah resolvida com suas proprias escolhas (oque eu prefiro acreditar). Padroes de beleza que sao passados pela midia sao ao meu ver padroes vazios, futeis e descartaveis. A beleza nao depende (ou pelo menos nao deveria ) exclusivamente de padroes esteticos. Ela pode sim ser externalizada em nossos habitos diarios, como a forma em que vivemos. No entanto, ela nao pode ser comparada ao padrao estetico e estatico, plastificado e rigido onde o bonito eh ter esse ou aquele corte de cabelo, ter esse ou aquele sapato, usar essa ou aquela marca de jeans, ter as unhas impecaveis para todos os dias da semana... A beleza de uma pessoa nao pode ser minimizada a esses padroes. Cheguei a conclusao de que muita gente se prende a esses padroes. Seus motivos para tal eu desconheco. Nao compreendo e nao invejo quem acha que coisas vao trazer a felicidade. Nao invejo quem acredita que para estar bonito eh preciso ter o que quer que seja. Engracado que eu sempre fui assim. Eu sempre fui desligada de marcas e valor monetario das coisas. Se eu ganhasse um presente simples de um namorado, ficaria tao feliz quanto se o presente fosse carissimo. No entanto, algumas pessoas insistem em afirmar que eu fiquei assim. E por isso, estou me anulando, e portanto nao sou vaidosa. Nao sou! Nao quero ser! Ser vaidoso nao eh virtude, eh prisao. Viver em funcao de uma aparencia plastica nao eh saudavel. 
"Tudo É Vaidade", de C. Allan Gilbert, nos lembrando que a beleza é tão apenas transitória à luz da nossa própria mortalidade
Uma coisa eh se gostar, se achar belo e como consequencia disso sentir prazer em se produzir. Outra eh ser escravo do espelho, achando que precisa manter uma aparencia externa. No meu ver, isso indica o vazio interno e a necessidade de aceitacao. Quem estah de bem consigo mesma nao tem essa necessidade. E assim, nao tem razao alguma de conformar as normas e padroes. A pessoa que sabe que eh bela nao precisa usar artificios externos para estar bela. Afinal, ela nao estah bonita. Ela eh bonita! Os adornos, as unhas pintadas, as roupas novas e o cabelo pintado sao acessorios que por si soh sao vazios. 
Essas diferencas em pensar, esse achar que o segredo da beleza nao pode ser comprado em farmacia ou manipulado em laboratorio, e as escolhas "fora da casinha" que fizemos sao produto de muito questionamento. Questionamos tudo antes de adotarmos ou nao como escolha. E muita gente nao faz isso. Muitas pessoas estao programadas a aceitar as modas, padroes e regras como verdade absoluta. Engolem tudo com farinha!
Nossas escolhas sao fora do padrao. Nossos gostos sao fora da norma. Somos alienigenas em nosso proprio meio. E somos felizes da forma exata em que vivemos.
Desta forma deixamos nossa marca unica na vida de muitas pessoas.



Beijos a todos...