terça-feira, 25 de outubro de 2011

Kiyo: the science kid!



Praticamente desde que nasceu, o Kiyo foi exposto  ao mundo "scientifico". Primeiro pois eu, como biologa-educadora e ambientalista, vivo nesse meio. E tambem desde que viemos para os EUA, ele teve contato com os programas da TV publica que passa varios programas educativos muito legais.
Jah percebemos que o fato dele assistir esses programas (Sid, o cientista; Cat in a Hat; Wild Kratts; Dinosaur Train, Super Readers...) ajudou-o a desenvolver seu vocabulario, reconhecimento de letras e numeros.
Ele nao fica o dia todo grudado na telinha. Ele passa parte do dia na escolinha, e depois em casa ele brinca, anda de bike, vai a praia, vai ao parque, vai no jardim "investigar" novos bichinhos... Entao, estamos sempre tentando estimular sua cabecinha para ir alem, sem forcar um aprendizado para o qual ele nao estah preparado.
Recentemente percebemos que ele nao soh se diverte com os programinhas favoritos. Ele presta atencao e retem informacoes deveras complicadas ateh mesmo para universitarios.
Foi assim:
Episodio 1: Estavamos tomando banho e brincando na banheira com seus varios brinquedinhos, quando o Kiyo pega a estrela do mar e diz: "Mamae, voce sabe onde eh o olho da estrela?" E eu, que sinceramente nao lembrava desse detalhe, respondi: "Nao, Kiyo, onde eh?" E ele mais que depressa disse: "Eh aqui na ponta do braco (apontando para as pontas da estrelinha de plastico)." E completou: "Ela tem 5 olhos, mamae!" Eu sorri naquele momento e terminamos o banho e a brincadeira rindo dos "5 olhos" da estrela. Mais tarde, enquanto eu preparava minha apresentacao sobre os echinodermes (estrelas do mar), deparei-me com a surpresa feliz. Nao eh que o "olho" da estrela do mar eh mesmo nas pontas? Eu nao lembrava desse detalhe e o Kiyo sabia. Perguntei a ele onde que ele havia ouvido falar disso. Ele respondeu como quem nao quer nada: "No Cat in a Hat mamae!"
Episodio 2: Kiyo e Jeff estavam brincando com uma bolinha saltitante (daquelas bolinhas de borracha que pulam bem alto). Jeff perguntou: "Kiyo, qual a propriedade que faz a bola pular?" E ele respondeu enquanto tentava pegar a bolinha no ar: "Esticity (Elasticity - o que quer dizer elasticidade)." Perguntei novamente onde ele havia ouvido falar sobre aquilo e ele respondeu com o mesmo tom de sabe nao??? "No Sid, mamae!"
E assim vamos descobrindo muitas novas palavras, conceitos e perolas que o Kiyo diz, sabe e expressa.
Muito especial, muito divertido e muito maravilhoso poder participar disso tudo de forma ativa e intensa... nao troco isso por naada nesse mundo!!!
Beijao

domingo, 23 de outubro de 2011

Nao adianta ser filho, tem que participar...

Aqui em casa a gente nao eh adepto da regra que adulto fala e crianca fica quieta. Kiyo tem tanto direito quanto nos de expor suas opinioes, questionamentos e criticas. E ele o faz de forma bastante divertida e unica.
Teve a vez em que Kiyo, descontente com a velocidade do ventilador (no minimo), protestou ao pai: "Daddy, it is 'unceptable' (unacceptable) the fan in low." (Papai, eh inaceitavel o ventilador no minimo). A gente precisa muitas vezes cuidar para nao rir, pois ele fica muito ofendido - principalmente se o assunto eh serio no seu ponto de vista. Precisamos tambem algumas vezes corrigir sua forma de falar, para que ele entenda claramente a diferenca entre expressar o que pensa e falar com grosseria ou falta de respeito.
Essa semana ainda, quando o Jeff voltou da aula, ele o abracou e logo quis saber: "Daddy, how was school? What did you learn today?" (Papai, como foi a escola? O que voce aprendeu hoje?).
E assim vamos que vamos... Kiyo cada vez mais comunicativo, e nos cada vez mais orgulhosos das descobertas do pequeno.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

A mae sou eu... o filho eh meu...


Jah ouvi de muitas maes que se sentem (ou sentiram) invadidas quando recebem "aquela" visita de parentes, amigos e afins logo quando o bebe nasce. Fico lembrando de como eu me sentia quando, ainda gravida, tinha a barriga acariciada por todo mundo + a vizinha. No inicio, logo que soube da gravidez, antes mesmo da barriga aparecer de verdade, algumas pessoas se achavam no direito de ficar tocando a minha barriga. Eu pensava: "puxa, que saco! A barriga ainda eh minha, que invasao de privacidade eh essa!" Uma vez quando reclamei pra minha mae, ouvi um sonoro: "Barriga de gravida eh dominio publico, Dani! Nao adianta ficar se sentindo assim." E eu, entao, passei a me sentir mal por nao gostar que tocassem a minha barriga. Fiquei me sentindo egoista, insegura, infantil... Ateh que parei para pensar... mas espera um pouco... a barriga eh minha mesmo. Eu tenho todo o direito de me sentir assim. Nao estou errada e continuo nao gostando.
Hoje em dia, eu continuo achando uma tremenda falta de respeito quando alguem ve uma gravida e jah vem com a maozona (que sabe-se lah onde pegou) pra passar na barriga. E da mesma forma penso sobre pessoas que se acham no direito de palpitar sobre a forma "certa" de criar os filhos assim que enxergam uma mae com bebe novinho nos bracos. Que me desculpem as palpiteiras de plantao, mas eu acho isso horrivel. Conselho eh algo que se dah quando solicitado, e nunca em tom de reprovacao ou desdem.
Para as maes que se sentem mal quando pessoas invadem sua intimidade materna (algumas vezes com a melhor das intencoes), eu digo que nao tem do que se culparem por sentirem-se assim. Eh normal ouvir que maes que nao gostam que as pessoas fiquem pegando seus filhos recem-nascidos sao ciumentas, egoistas e ateh infantis. Eu digo que elas estao exercendo o direito de ser mae. Isso nao eh uma coisa (ou sentimento) ruim. Eh natural, normal e instintivo que a mae recem parida (ou recem cesareada ateh - porque nao) sinta-se assim. Jah tentaram pegar no filhote de uma cadela que acabou de ganhar cachorrinhos? Tolher esse sentimento que eh maior e mais forte do que a gente eh negar a essencia da maternidade. Nesse caso, eu acho que as pessoas que se sentem ofendidas quando uma mae lhe nega a oportunidade de pegar o bebe DELA, deveriam se colocar em seus devidos lugares e respeitar essa mae. Espere, pergunte e se ela consentir, ok, daih entao pegue o bebe. Nunca em momento algum se ache no direito de tomar o bebe dos bracos da mae, pois ela (assim como uma leoa) irah exercer o seu direito de mae e voce vai sair com pelo menos uma boa rosnada!
Beijos a todas...
Dani

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Surpresaaaaa!!!!

Entao, dia 08 foi meu aniversario. Passei bem feliz, comemorando muito com o Jeff, Kiyo, e tambem a linda presenca da minha mae e da Paula (amiga do Brasil). Tudo foi muito gostoso.
Mas o mais legal foi ver a empolgacao do Kiyo com essa data que pra mim eh tao importante e deve sim ser comemorada. Na sexta feira, quando o Jeff foi com comitiva me buscar na faculdade, eu perguntei ao Kiyo como tinha sido o seu dia. Eu sempre pergunto isso a ele. E ele respondeu: I don't know! E olhou pra Paula com a maior cara de gatinho que comeu o passarinho. Tah. Nao dei muita importancia para aquilo naquele momento. De noite, na hora de dormir, falei pro Kiyo: "Kiyo, amanha eh aniversario da mamae. O que nos vamos fazer?" E ele mais que depressa: "We are going to celebrate (Nos vamos comemorar!)" E eu: "Ah eh? E como nos vamos comemorar?" E ele olhou pra mim, sorriu e disse: "Ah, isso eh surpresa mamae. Voce nao viu os baloes no carro!"
No dia seguinte, dia do meu aniversario, minha mae e a Paula estavam tentando arrumar as coisas pro cafe sem que eu me desse conta. Soh que o Kiyo, vendo a agitacao, ficou tentando organizar a coisa: "Mas, cade o bolo? Cade as velas? Pra que tanto balao? Enche mais esse ali, Paula!" E pra mim: "Mamae, feche os olhos e me siga! Eh seu aniversario. Voce tem que vir aqui na cozinha comigo!!!"
Enquanto eu nao fui ver o bolo cheio de velas (que entregam a minha idade!), os baloes e a folia de cantar parabens, ele nao sossegou! E quando comecamos a cantar, ele dava pulinhos de alegria!
Como eh bom ser crianca e poder celebrar e contar o segredo antes da hora, e ainda assim ter o mesmo entusiasmo com a comemoracao!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Ciclos nao completamente fechados... sem dor, sem traumas e sem preconceitos...

Quando o Kiyo fez 1 ano, eu ouvia de varias pessoas (normalmente da minha familia, mas algumas estranhas tambem) que ele precisava "largar o peito". Eu fazia a minha cara de paisagem costumeira, ou as vezes contava com a lingua rapida do marido que dizia que Kiyo pararia de mamar quando ele falasse que nao queria mais mamar pois ia pra balada.
Quando ele fez 2 anos, os olhares de reprovacao eram mais numerosos. Nessa epoca eu jah ouvia comentarios do tipo: "Ele nao vai querer parar nunca!" ou "Ele vai ficar dependente!" ou ateh "Eh sem-vergonhice!" "Eh feio!" e "Ele vai crescer com problemas sexuais!" Esses comentarios nao me afetaram... Enchiam o saco, mas nao mudavam minha forma de pensar sobre a amamentacao ou colocavam duvidas em minha cabeca sobre a decisao de continuar prolongadamente.
Kiyo fez 3 anos e ainda continuava firme e forte no mamah noturno. Os comentarios seguiam, e nos contiuavamos firmes na nossa decisao. De vez em quando, ouvia um: "Nossa, que legal! Ele ainda mama!!!" Mas no geral eram comentarios maldosos que em nada acrescentavam e apenas me irritavam.
Ouvia falar do desmame natural, e quando arriscava comentar sobre essa possibilidade com alguem "de fora", era vista como romantica (boba) e ouvia que isso nao existe.
Ao mesmo tempo, ouvia historias de parentes que forcaram a barra para que a crianca largasse do peito e sofriam com problemas de inseguranca e questoes mal-resolvidas. Nao queriamos que o Kiyozinho passasse por essas situacoes. Decidimos que o desmame dele seria no seu tempo, sem forcar, sem proibir, sem reprimir... nao diriamos nada que diminuisse sua auto-estima por mamar. Tratamos tudo normalmente, como deve ser! E naturalmente, esperariamos o momento dele para parar!
Esta semana postei algo que achei que era o momento... mas acho que me adiantei. A coisa fluiu naturalmente naquela noite. Ele dormiu tranquilamente. No entanto, na noite seguinte ele pediu. Eu disse que ele poderia mamar, mas que depois de mamar teriamos que (re) escovar os dentinhos (pois era isso que estava me preocupando). Ele concordou. Mamou. E mesmo dormindo, abriu a boquinha e deixou que eu escovasse os dentinhos. Na noite que seguiu, a mesma coisa aconteceu.
Hoje cheguei a conclusao de que nao estamos mesmo prontos para o desmame noturno completo. Seguimos, sem crises, mamando e escovando os dentinhos. Ele nao parece se incomodar. O sono vem mais rapido com o mamazinho e parece acalmar seus sonhos.
Mais sobre o nosso ciclo em breve!
Beijos
Dani

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Ciclos que vao se fechando...



Como muita gente deve estar careca de saber, Kiyo (com seus 4 anos e 4 meses) mama a noite, antes de dormir. Eh uma das muitas formas que a gente encontrou soh nossa de ficar juntinho. Alias, a hora de dormir eh nossa! Acontece que como tudo na vida, a amamentacao tambem chega num ponto onde nao eh mais necessaria. Quem decide isso? A mae ou a crianca? Quando eh a melhor hora de parar? Este post estah parecendo com algumas materias (bem fraquinhas, por sinal) que se arriscaram a falar sobre o assunto da forma leviana e formatada que conhecemos tao bem na nossa amada televisao brasileira de cada dia...
MAS... (ufa, tem um mas nessa conversa...) nao eh isso nao!
Quem decide quando chega? Ambos. Se a relacao eh de mutua entrega, existe sintonia entre os dois. Existem situacoes em que a mae jah nao se sente mais apta a continuar com a amamentacao. Existem situacoes em que o bebe (ou a crianca jah maiorzinha) decide que deu pra fita. No meu ponto de vista, o melhor relato de desmame que jah ouvi foi o da Kalu (Mamiferas) falando do desmame do Miguel (Desmame Natural Existe). E confesso que essa era para mim a forma idealizada da coisa acontecer. A verdade eh que, assim como qualquer mudanca, essa virada de pagina na relacao mae-filho tambem traz algumas dores (necessarias) que incomodam.
A melhor hora de parar? Quando eu ouvi que nao seria capaz de amamentar meu filho, mesmo querendo muito, e que era melhor eu desistir e parar de sofrer com aquilo, eu me senti a pior mae do planeta. Achava que eu era a unica que teve dificuldades em amamentar e me sentia sozinha mesmo. Quando eu tinha que dar a dita formula pro Kiyo e recebia olhares de reprovacao e ateh comentarios do tipo: "mas ele deveria estar mamando no peito!", eu me sentia incompleta, incapaz... No entanto, eu sabia que eu nao era! Entao a minha volta-por-cima veio quando eu conheci a relactacao, processo que me ajudou imensamente a re-estabelecer minha auto-estima e firmar a minha confianca e certeza de que eu era sim capaz de amamentar meu filho. O que veio depois foram 4 anos de pura alegria ao ver meu filho se deleitando (literalmente) no melhor que eu poderia oferece-lo. Com isso, os mesmos olhares que uma vez me recriminaram por nao amamenta-lo, passaram a me recriminar por te-lo pendurado no seio. E como a gente cria uma casca dura, passei a adotar a famosa "cara de paisagem" ao som de "to nem aih"!
Eis que chegou um dia em que o Kiyo quis saber:
 - "Mamae, does Beckett (amiguinho da escola) go 'mama'?" (O Beckett mama?).
Respondi que eu achava que nao. Ele quis saber porque (afinal, ele tem 4 anos e estah na belissima fase dos porques!). Eu disse que nao sabia, mas achava que era porque o Beckett nao quis mais. Ele perguntou sobre todos os coleguinhas. E a resposta era que eu achava que nao. Daih ele ficou quieto. Parece que ele estava tentando se encaixar no mesmo grupo que os coleguinhas.
Eu percebi sua inquietacao silenciosa, e falei:
- "Kiyo, voce gosta de mamar?" E ele respondeu um timido "Sim".
Eu: "Voce pode mamar o tempo que voce quiser, ok? Nao ha problema algum em voce mamar! E tambem nao ha problema algum se voce nao quiser mais. A mamae vai saber entao que voce nao precisa mais do mama, ok?"
Parece que eu tirei um caminhao de pedras das costas do meu pequeno com aquelas palavras. Ele virou para mim no escuro e pediu:
-"Mamae, I want mama!"
Isso aconteceu jah ha algum tempo. Achei que iamos continuar firmes por algum tempo mais.
Aih veio esta semana. Uma visita ao dentista me deixou com a pulga atras da orelha. Kiyo tem varias caries. Mas como? Nao houve uma condenacao dizendo que o fato dele mamar a noite seria a causa das caries, e eu nunca havia ouvido isso antes. No entanto, achei que talvez esse seria o gancho para tentar iniciar o processo de desmame. Conversei muito com ele aquela noite. Falei que iriamos escovar bem os dentes, passar o fiozinho, iriamos contar uma ou duas historinhas e iriamos dormir. Daih quando jah estavamos deitados, eu disse:
-"Kiyo, hoje a gente vai dormir sem mamar, ok?"
Ele quis saber:
-"Por que, mamae?"
E eu expliquei que a dentista tinha encontrado um monte de "bichinhos" morando dentro dos dentinhos dele. E que como a gente jah havia escovado os dentes, nao era bom comer nada. Disse tambem que se ele quisesse, eu poderia dar um copo d'agua e que ficaria ali juntinho dele, fazendo carinho e segurando sua mao ateh que ele adormecesse.
Ele falou "OK", virou para mim, segurou minha mao, pediu que eu cocasse suas costas e adormeceu. Durante a noite, nao pediu para mamar. Achei que ele iria chorar, pedir por favor... estava esperando esta reacao que indicasse que ainda nao era a hora de parar. No entanto, ele acatou minha explicacao tao naturalmente que eu fiquei surpresa.
Hoje jah fazem dois dias que o Kiyo nao mama. Daih enquanto a gente estava se arrumando para ir para a escola, ele veio cheirar o mama. Eu perguntei se ele queria mamar. Ele disse que sim. Daih eu deixei ele mamar. Ele veio, deu uma bicadinha e logo largou.
-"Nao quer mais, Kiyo?"
-"Nao, mamae!" Deu uma risada e pediu: "Eu quero um sanduiche de pasta de amendoim."
Hoje a noite, veremos como vai ser. Nao ha nada fixo sobre o nosso status. Entao, se hoje ele insistir no mama... ele vai ganhar e depois a gente escova os dentes novamente e pronto.
De qualquer maneira, eu sinto que o nosso ciclo estah sim chegando ao fim. Sinto que fui competente e que tanto o Kiyo quanto eu (quanto a nossa relacao mae-filho) soh teve a ganhar com esse processo. Eu sinalizei um possivel final de ciclo... sem traumas, gostos amargos ou insegurancas.
Beijos a todos e todas,

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Kiyo e a Biologia...




Kiyo estava conversando com o papai dele sobre habitos alimentares de diferentes tipos de animais. Ele sempre gostou desse tipo de conversa, bem como outros tipos de informacoes sobre animais, insetos e qualquer tipo de organismo vivo (para orgulho da mamae biologa).
Jeff resolve perguntar:
- Entao Kiyo. Se o animal come planta, eh porque ele... (esperando que o Kiyo completasse a frase).
E o Kiyo sem pestanejar respondeu todo cheio de si:
- Estah com fome!
Sabe tudo esse menino...